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Geral

Exportação de carne: Brasil supera EUA e Austrália

Adriano Gaieski/Agência Brasil - 19 de setembro de 2003 - 08:45

De janeiro a agosto deste ano, o Brasil tornou-se o maior exportador mundial de carnes, superando os Estados Unidos e a Austrália. O país exportou 820 mil toneladas e faturou US$ 875,3 milhões. O total exportado foi 40,5% superior ao negociado nos mesmos oito meses de 2002, que chegou a 583,6 mil toneladas. Os dados foram divulgados hoje pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, que projeta, até o final do ano, exportações de 1,4 milhão de toneladas de carne bovina.

Apesar do resultado favorável, Antenor Nogueira, presidente da Comissão de Pecuária de Corte da CNA, alertou que a receita brasileira com as exportações é menor que a de seus concorrentes. “O Brasil não tem acesso a mercados que pagam mais pela a carne, como Estados Unidos, Japão, Canadá e México. Além disso, em outros países são praticados bons preços, as nossas cotas isentas de impostos e tarifas são limitadas, fazendo com que o valor médio da tonelada exportada fique abaixo da média de outros exportadores”.

De acordo com Nogueira, isso deve ser resolvido a partir de março do próximo ano, quando os Estados Unidos finalmente aprovarem as importações de carne in natura do Brasil, já que o padrão sanitário norte-americano é adotado pelos principais importadores de carne brasileira. “Com a qualidade da carne brasileira, produzida com boi no pasto, o chamado boi verde, natural, fica muito difícil eles continuarem colocando barreiras”.
Para Nogueira, os produtores e a indústria têm feito o “dever de casa”, mas precisam de melhorias na logística, principalmente portos para exportações, redução da carga tributária e desoneração do setor. “Mas nós consideramos que o Governo ‘está estudando’, com as reformas Tributária e da Previdência”.

Ele destacou que o bom desempenho no comércio exterior é resultado de uma nova postura do governo diante da iniciativa privada. “Este governo teve uma mudança radical de postura. Antes, as negociações internacionais não contavam com a participação da iniciativa privada. Agora, nós estamos percebendo uma abertura muito grande para que os empresários participem das negociações e possam nortear as decisões”.

No Brasil, no entanto, os pecuaristas enfrentam problemas como perda de renda, como mostra um estudo da CNA e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Universidade de São Paulo. A pesquisa mostra que em agosto o custo da produção pecuária aumentou 0,71%, a cima da elevação do IGPM-M, neste período, que foi de 0,38%.

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