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Ex-secretário-geral do PT será ouvido na CPI dos Bingos

Humberto Marques/Campo Grande News - 06 de maio de 2006 - 21:28

O ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira, deve depor até a próxima quinta-feira (11 de maio) na CPI dos Bingos, ressuscitando a polêmica sobre o pagamento do “mensalão” a parlamentares que compuseram a bancada de apoio ao governo federal no Congresso nacional. Em entrevista à edição do jornal O Globo que circula amanhã, Pereira afirmou que o empresário Marcos Valério planejava arrecadar R$ 1 bilhão em “interesses com o governo”. O presidente da comissão, senador Efraim Morais (PFL/RN), informou que ainda via definir a data para ouvir o ex-secretário petista, diante das informações relevantes prestadas na entrevista.

De acordo com o jornal, Pereira afirmou que o ex-tesoureiro Delúbio Soares teria “perdido o controle” sobre as finanças do PT, e Marcos Valério havia apresentado ao final de 2003 dívidas a receber de R$ 120 milhões. Na entrevista, o ex-secretário-geral afirma que o publicitário Valério teria criado uma rede de contatos políticos multipartidária, para obter vantagens em “quatro áreas” que envolvem instituições financeiras e passivos na agropecuária, o que acabou frustrado diante da resistência do Banco Central.

Pereira tira responsabilidades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no esquema, mas menciona que o presidente da República tinha poder de decisão, ao lado de outras pessoas (como José Genoino, Aloizio Mercadante e José Dirceu), na estrutura partidária. Ele disse, ainda, que quando as negociações se tornaram públicas, Valério disse ter três opções: entregar todo mundo e derrubar a presidência, ficar quieto e “acabar como o PC Farias ou o meio terno”. O publicitário, por meio de sua assessoria, informou que não iria se pronunciar sobre o caso, o mesmo sendo declarado pela assessoria da Presidência da República.

Pereira foi denunciado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelo procurador-geral da República Antônio Fernando de Souza, como um dos mentores do “mensalão”. Ele também foi acusado de corrupção passiva, por ter aceito um utilitário Land Rover de presente de um fornecedor da Petrobras.

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