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Geral

Entrevista com o técnico da Seleção, Carlos A. Parreira

Federação paulista de Futebol - 25 de maio de 2006 - 16:25

Em entrevista coletiva depois do treinamento desta quinta-feira à tarde, o técnico Carlos Alberto Parreira disse que o principal objetivo neste dia era preservar o estado físico dos jogadores da Seleção Brasileira. “Não fazer treino de finalização foi devido a musculatura”, disse o comandante.

Para o técnico, os treinamentos precisam ter “qualidade e intensidade”. “Não precisa ser de duas horas”, afirmou o comandante. Parreira também comentou que a equipe é muito boa com a bola nos pés e só precisa acertar detalhes. “Se arrumarmos o time sem a bola, estamos prontos para ganhar a Copa”, disse ele.

O técnico afirmou que a pressão sempre vai existir, mas para eles os jogadores já estão acostumados. “Com o tempo a gente cria blindagem”, disse ele, que acha que a partida mais difícil não é na primeira fase: “na minha opinião, o jogo de maior responsabilidade é o das oitavas-de-final. Se perdermos, estamos fora”, disse ele.

Adversários
Parreira garantiu que está observando bem o primeiro adversário da Copa do Mundo no dia 13 de junho. “A Croácia fará mais três partidas amistosas. Vamos receber os vídeos e analisar”, afirmou ele, que completou: “o time deles não tem muita novidade em relação às eliminatórias”.

Para o técnico, os outros dois adversários, Austrália e Japão, precisam ser avaliados separadamente. “São equipes com estilos diferentes e bom preparo. Se não tivermos atentos poderemos ser surpreendidos” afirmou Parreira.

Aliás, para primeira partida contra a Croácia, Parreira afirmou que a equipe não estará no nível ideal, pois o time não atua com esta formação há oito meses. “Isso vai ocorrer no decorrer da competição Temos de pensar a longo prazo”, comentou ele.

Elenco
Parreira mostrou total confiança em Ronaldo, elogiando-o como “fora de série” e que ele vai recuperar a forma física antes da estréia no dia 13 de junho. “Ele está quase no peso ideal. O percentual de gordura está num limite aceitável”, disse o técnico, que completou: “Hoje ele se encontra melhor que há quatro anos”. Em 2002, o atacante foi o artilheiro da Copa com oito gols e no fim do ano ganhou o prêmio de melhor jogador de futebol concedido pela FIFA.

Parreira disse também que os laterais Cafu e Roberto Carlos estão ainda na seleção porque mereceram e não por terem “cadeira cativa”. “Estão porque jogaram bem nesses últimos quatro anos e estão bem fisicamente”, disse o técnico, que comentou mais sobre o ala-direito: “Não é qualquer jogador que joga quatro Copas seguidas. Por isso ele vai começar como capitão”.

Para Parreira a unidade do grupo é fundamental para seleção e que todos são considerados titulares no elenco. “Chamar alguém de reserva nesse grupo não dá. Juninho, Robinho, Edmílson... Não dá”, finalizou o técnico.

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