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Embalagem de camisinha distribuida vai ser mudada

Cecília Jorge/ABr - 14 de abril de 2006 - 08:08

As camisinhas distribuídas pelo Ministério da Saúde ganharão nova embalagem, com a marca da campanha de combate à aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, adotada desde o carnaval do ano passado. Segundo a diretora do Programa Nacional de DST e Aids, Mariângela Simão, o principal motivo da mudança é facilitar a identificação de que o preservativo é um produto gratuito.

"É para o usuário identificar claramente que aquele é um preservativo que está sendo distribuído gratuitamente e, portanto, não pode ser cobrado", explicou. "Em outros preservativos em que não havia uma identificação clara, a gente às vezes encontrava 'distribuição gratuita' muito pequena".

As novas embalagens são roxas, com o slogan da campanha – Vista-se! – escrito em amarelo. "É uma embalagem bem moderna e que traz uma mensagem de prevenção bastante positiva", avalia Mariângela.

A nova embalagem já está estampada nos 150 milhões de preservativos adquiridos pelo ministério. O primeiro lote a ser distribuído contém 24 milhões de unidades e está em fase de certificação de qualidade. Eles devem ser entregues nos estados e no Distrito Federal até o fim de maio.

De acordo com Simão, o programa teve problema no ano passado com um dos fornecedores, que teve 60% da mercadoria reprovada no teste de qualidade. "Isso causou um problema de abastecimento no meio do ano passado que foi regularizado no final do ano", afirmou.

Das 667 milhões de unidades encomendadas, cerca de 215 milhões não estavam dentro dos padrões. "Esse preservativo agora está sendo reposto pela empresa", esclareceu a diretora. Para este ano, a previsão é que o ministério compre e distribua 1 bilhão de preservativos, cerca de 33% a mais do que o total adquirido em 2005.

Pesquisa do ministério feita no ano passado revelou que o uso da camisinha tem aumentado na população. Entre os jovens de 16 a 19 anos, por exemplo, 65,8% afirmaram ter usado preservativo na primeira relação sexual, contra 47,8%, em 1998.

Outra pesquisa, feita em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz em 2004, revelou que 96% da população sexualmente ativa do Brasil apontam o preservativo como a forma mais segura de evitar a infecção pelo HIV através do sexo. O estudo também mostrou que 52% das pessoas receberam a camisinha gratuitamente. Desse total, 58% lembraram ter recebido a camisinha em postos de saúde.

Mariângela Simão destacou que as pessoas podem procurar o preservativo nos postos de saúde ou se informar na secretaria de Saúde de sua cidade o local de distribuição mais próximo. O ministério entrega os preservativos para a rede conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS) e para organizações não governamentais.

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