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Geral

Dono da EBX admite renegociar com governo boliviano

Alessandro Perin/Campo Grande News - 29 de abril de 2006 - 09:11

O empresário Eike Batista, da EBX voltou atrás nesta sexta-feira da decisão de deixar a Bolívia. Ele anunciou que está disposto a renegociar seu contrato com os bolivianos e, inclusive, admitiu pagar impostos não previstos originalmente.

De acordo com a Folha de São Paulo, a decisão do empresário teria sido motivada devido às intervenções feitas pelo Itamaraty junto ao governo boliviano. "Se o presidente Evo Morales quiser dialogar, estamos dispostos a sentar à mesa e negociar. As regras para trás foram derrubadas unilateralmente, lançando uma semente de desconfiança, mas queremos saber quais são as regras daqui para frente e ver o que é possível readaptar".

Anteriormente o empresário havia declarado que iria recolher os equipamentos e sair do país. Nesta sexta-feira, alguns funcionários chegaram a ser fotografados desmontando instalações da siderúrgica. O negócio prevê a instalação de quatro fornos de produção de 800 mil toneladas/ano de ferro-gusa, dois praticamente prontos. O primeiro deverá, ou deveria, entrar em operação em março de 2007.

Batista declarou que instalou os fornos em Puerto Quijaro, na Bolívia, justamente por ser uma zona franca (livre de impostos) e, assim, reduzir os custos. Mas, como as regras mudaram no novo governo, admitiu vir a pagar impostos equivalentes aos do resto do país.

O presidente da Bolívia Evo Morales acusa a EBX de, além de não pagar os impostos devidos, ter fraudado as leis ambientais bolivianas. O empresário brasileiro se defende: "Cumpri todas as leis vigentes à época. Depois, a lei ambiental mudou em 17 de janeiro deste ano, já no novo governo, e não me ouviram nem me deram chances de me adaptar às mudanças".

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