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De camisa alternativa, Ponte conquista troféu interior

Gazeta Esportiva - 02 de maio de 2009 - 21:49

A Ponte Preta se livrou do estigma de vice-campeã neste sábado. Depois de vencer a primeira partida por 2 a 0 em Campinas, a Macaca empatou por 1 a 1 com o Barueri neste sábado e conquistou pela primeira vez em sua história o Troféu Campeão do Interior.

Os alvinegros, vice-campeões paulistas em 1970, 1977, 1979 e 2008, jogaram as finais do torneio interiorano sem seu tradicional uniforme com uma faixa em diagonal do ombro à cintura por desentendimento com seu fornecedor de materiais. E foi com uma camisa listrada que o clube garantiu uma taça em suas fileiras.

Na Arena Barueri, os donos da casa não jogaram tão ofensivos como prometiam. Mesmo assim, abriram o placar aos 26 minutos do primeiro tempo com Pedrão desviando falta de cabeça e firmando-se na artilharia do Campeonato Paulista com 16 gols. Os mandantes precisavam vencer por dois gols de diferença, mas o gol do ponte-pretano Márcio Mexirica aos 23 minutos da etapa final frustrou os anfitriões.

O jogo - Sem contar com o atacante Basílio, expulso na partida no Moisés Lucarelli, Estevam Soares, apesar de precisar da vitória, preferiu abdicar do 4-3-3 e escalou Xuxa para ajudar o meia-atacante Thiago Humberto na armação de jogadas para o rápido Fernandinho e o centroavante Pedrão.

A Ponte, por sua vez, preferiu atuar priorizando a marcação, protegendo a área e dificultando os chutes contra o goleiro Aranha, que voltava de suspensão. Estratégia que deu certo. A Abelha trocava passes e dominava o campo visitante, mas não achava espaços para finalizar.

Diante de um adversário desta maneira, as chances só apareciam nas cobranças de falta, nas quais Xuxa era a principal aposta. Aos 26 minutos, a jogada deu resultado. O meia levantou a bola na marca do pênalti e Pedrão se antecipou à zaga para desviar de cabeça para o gol. Era o ânimo necessário para tranquilizar a equipe na busca pelo segundo e decisivo tento.

A expectativa, entretanto, não se confirmou. Faltava ambição aos donos da casa, que não impunham seu ritmo para pressionar os campineiros. Os comandados de Marco Aurélio, por sua vez, viam na inútil troca de passes do clube da Grande São Paulo um maneira de fazer o tempo correr a seu favor até conquistar o título.

Neste panorama, o primeiro tempo terminou sem nenhuma emoção. Na volta do intervalo, a diferença foi uma postura um pouco mais agressiva da Macaca, que descia com um pouco mais de constância e assustava mais que os anfitriões, presos na eficiente marcação dos finalistas do Paulistão do ano passado.

Ciente de que um gol praticamente anularia as chances do adversário, os alvinegros se animaram. E conseguiram balançar as redes. Após boa trama do setor ofensivo campineiro, o veterano centroavante Márcio Mexirica, de 34 anos, deixou o seu e garantiu um raro título ao seu clube.

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