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Criança Esperança aprova projeto em MS

Dourados Agora - 16 de fevereiro de 2009 - 12:13

O Criança Esperança acaba de aprovar o projeto “Crianças das Águas – Pantanal: identidade e cidadania”, que terá a participação da Embrapa Pantanal como parceira. O projeto foi elaborado pela Ecoa –Ecologia e Ação, uma organização não-governamental que vem trabalhando desde 1994 com comunidades pantaneiras.

As ações com 230 crianças, adolescentes e jovens começam a ser desenvolvidas ainda neste mês, com investimentos previstos de R$ 100 mil do Criança Esperança e mais recursos humanos, apoio logístico, infra-estrutura e articulação política da organização e parceiros.

A Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é uma das parceiras e vai coordenar o diagnóstico da situação atual na área de educação e saúde das quatro comunidades contempladas: Porto da Manga, Baía do Castelo, Paraguai Mirim e Barra do São Lourenço.

A pesquisadora Cristhiane Amâncio, que já iniciou esse diagnóstico para um projeto da Embrapa e do CNPq, também vai apoiar atividades de educação e do trabalho com recursos pesqueiros, manejo sustentável, educação ambiental e recursos naturais.

O projeto vai trabalhar a conservação dos recursos naturais, a valorização da figura do pescador profissional artesanal e a auto-estima das crianças e de suas famílias. Também terá ações voltadas a saúde, principalmente, das crianças e adolescentes.

“Estão previstas ainda atividades ligadas à orientação sexual e planejamento familiar, além de apoio pedagógico para as instituições de ensino que atuam nos locais”, afirmou a pesquisadora. Segundo ela, os parceiros vão sugerir metodologias que permitam trabalhar temas ambientais com bons resultados.

Cristhiane lembra que a profissão do pescador profissional artesanal precisa ser valorizada. “Hoje poucas crianças se interessam em aprender o ofício da pesca com os pais ou avós. Esse tipo de pesca é um artesanato. E se não houver esse vínculo desde a infância, essa profissão pode ser perder.”

De acordo com Cristhiane, se não valorizarmos essa profissão, deixaremos de valorizar o Pantanal, sua cultura e suas águas, porque são esses usuários que compreendem a dinâmica de cheia e vazante do rio há várias gerações. São eles que, de alguma forma, auxiliam as pesquisas cientificas voltadas para a conservação do Pantanal que a Embrapa, junto com a Ecoa e demais parceiros, trabalha somando esforços para a sustentabilidade local.

Um dos componentes do projeto será a comunicação, com apoio do programa Navega Pantanal, da Fundação Manoel de Barros. Crianças e jovens vão participar de um sistema de comunicação com rádio-escola, internet e blogs, que vai facilitar o intercâmbio de experiências e disseminação de informação para a formação cidadã.

No total, o projeto vai beneficiar diretamente 500 pessoas, incluindo as crianças, suas famílias, professores e as comunidades envolvidas. A pesquisadora, que atuará como voluntária, explica que o projeto se encaixa na política de responsabilidade social da Embrapa, além de compor dados de pesquisa na área de sociologia que já estão em andamento.

Os outros parceiros da Ecoa são: Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Prefeituras de Corumbá e Miranda, Seap (Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca), Instituto Chico Mendes, Parque Nacional do Pantanal, Rede Pantanal de ONGs e Movimentos Sociais, Casa (Centro de Apoio Sócio-Ambiental), PNP (Paz Natureza e Pantanal), Fundação Manoel de Barros, Associação dos Ribeirinhos da Serra do Amolar e Barra do São Lourenço, Associação de Moradores do Porto da Manga, Rede Aguapé e Ecomunicadores do Pantanal.

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