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Criadores da ressonância magnética ganham o Nobel

Agência Brasil - 07 de outubro de 2003 - 09:03

Os criadores da ressonância magnética vão dividir o Prêmio Nobel de Medicina de 2003, anunciou hoje a academia sueca.

As descobertas do norte-americano Paul Lauterbur e do britânico Sir Peter Mansfield possiblitaram a utilização da ressonância magnética para visualizar diversas estruturas que permitem obter melhores imagens dos órgãos internos do homem", explicou a Assembleia Nobel do Instituto Karolinska, que concede o prêmio.

As descobertas dos dois clínicos "conduziram à câmara magnética moderna, a tomografia por ressonância magnética, que representa um grande avanço para a medicina e a investigação médica", acrescentou.

Sir Peter Mansfield é da Universidade de Nottingham, do norte da Inglaterra.

Lauterbur, 74 anos, decobriu a possibilidade de criação de imagem bidimensional , produzindo variações no campo magnético. Ele trabalho no laboratório Biomédico de Ressonância Magnética da Universidade de Illinois, em Urbana.

Mansfield, 70, mostrou como os sinai emitidos pelo corpo em resposta ao campo magnético pode ser matematicamente analisado, o que tornou possível desenvolver uma técnica de produção de imagens, que dez anos depois começou a ser aplicada na medicina.Mansfield é da Universidade de Nottingham, do norte da Inglaterra.

Avanço

O sistema matemático para decifrar sinais magnéticos do corpo permitiu que os exames de ressonância se tornassem rotina em hospitais do mundo inteiro.Mais de 60 milhões de exames usando o sistema são feitas a cada ano. Ele é uma alternativa aos exames de raio-x, que geralmente produzem uma imagem menos definida.

Enquanto médicos temiam expor pacientes à radiação do raio-x com freqüência, o exame de ressonância magnética se mostrou inofensivo.

Os primeiros exames desse tipo ocorreram em 1980 e há aproximadamente 22 mil máquinas trabalhando em diversos países.

A técnica é particularmente útil para observar com detalhes imagens do cérebro e da espinha dorsal, apesar de qualquer parte do corpo poder ser observada com muitos detalhes.

O método consiste em avaliar o conteúdo aquoso de cada tecido checado.
Diferentes tipos de tecidos dentro de órgãos, inclusive células cancerígenas, têm quantidades diferentes de água.

A água é composta de átomos de hidrogênio e oxigênio – e, quando expostos a um forte campo magnético, os átomos de hidrogênio se mantém alinhados em uma direção específica.

A curta pulsação da energia enviada através do tecido "bate" no núcleo desses átomos fora de alinhamento, mas quando a pulsação termina, eles voltam a seus lugares.

Durante este "realinhamento", ondas de rádio são emitidas. Isso é capturado e medido, o que permite aos computadores determinar o conteúdo de água de cada seção do tecido analisado e criar uma imagem a partir dessa informação.

Lauterbur e Mansfield vão dividir um prêmio de US$ 1,3 milhão.

Com informações da Lusa e CNN

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