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Covid suspende abates em dois frigoríficos de MS, mas o risco pode vir de fora

Por Rosana Siqueira, Campo Grande News - 13 de maio de 2020 - 16:16

Pelo menos dois frigoríficos de Mato Grosso do Sul um em Guia Lopes da Laguna e um em Bonito foram foco de transmissão do covid-19 entre os funcionários e colocaram os pequenos municípios em alerta de pandemia. Diante deste cenário e pelo fato de ser considerado essencial a economia, o segmento que tem 30 mil trabalhadores está com medidas ainda mais restritivas para evitar a contaminação de seus colaboradores.

E o medo não é mais a contaminação interna, dentro da indústria. Ela vem de fora, e pode se agravar principalmente do vai e vem de caminhões que buscam e entregam a carne nos açougues das cidades, assim como dos motoristas e lombadores de carne que estão na linha de frente para levar o alimento de dentro da fábrica até os pontos de venda.

O único frigorífico da cidade de Bonito, no Mato Grosso do Sul, foi interditado no sábado (9) por 7 dias após duas funcionárias de um mesmo setor serem diagnosticadas com Covid-19. De acordo com informações da assessoria de imprensa da Prefeitura da cidade, a decisão da interrupção das atividades da planta partiu da Vigilância Sanitária.

A Prefeitura informou que uma das funcionárias contaminadas é esposa de um trabalhador de outro frigorífico, em Guia Lopes da Laguna, que suspendeu suas atividades na sexta-feira (8) por 15 dias também por casos de coronavírus entre os colaboradores.

Segundo o presidente da Associação de Matadouros, Frigoríficos e Distribuidores de Carnes do Estado (Assocarnes), Sérgio Capucci, que também presidente do Sindicarnes o alerta diante dos casos em Bonito e Guia Lopes e de que as indústrias tenham cuidados ainda maior.

“O Sindicato não intervém nas unidades, mas a orientação é cada vez mais criar condições de segurança. Cumprir todas as determinações e protocolos de higiene e detectar onde são os possíveis pontos de contaminação entre as pessoas. A recomendação é apertar cada vez mais estes protocolos”, frisou Capucci.

Ele destacou que uma grande preocupação do setor neste momento não é mais dentro da indústria, mas sim fora. “A entrega de carne nos caminhões e o trajeto até os supermercados preocupa. Dentro das indústrias, no trajeto dos funcionários nos ônibus tudo está sendo adotado em segurança. Mas o temor agora é com os motoristas e lombadores que fazem a entrega na cidade, nas regiões. Eles geralmente trabalham dentro do frigorifico e moram na cidade. Então a instrução é que cada vem mais se diminua o fluxo de entrega. Além disso estamos criando protocolos para todos os lombadores e motoristas que fazem entrega nos supermercados. Eles devem ter roupa adequada sanitizante, equipamentos como máscaras, viseiras como se fosse trabalhadores da saúde. Para que não tragam a doença para dentro da indústria”, esclareceu Capucci.

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