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Geral

Cônsul da Bolívia ainda crê em entendimento com a EBX

Humberto Marques/Campo Grande News - 29 de abril de 2006 - 06:14

Preocupado, mas com esperança de que a situação na fronteira entre Brasil e Bolívia irá melhorar. Desta forma, o cônsul da Bolívia em Campo Grande, Antônio Mariacca, definiu a forma com a qual encara a tensão social instaurada na província de German Bush – que atingem a todo o departamento boliviano de Santa Cruz. O representante da Bolívia no Estado considera que “a gente de Puerto Suárez e Quijarro estão preocupadas com o desenvolvimento, mas qualquer investimento deve seguir as regras do país. Em toda a parte do mundo é assim, inclusive no Brasil”.

Mariacca destaca que a situação não pode ser considerada uma guerra, e ainda acredita no entendimento entre governo boliviano, EBX e as autoridades brasileiras. “Temos interesses muito grandes: o Brasil precisa comprar o gás, e a Bolívia, vender. É preciso encontrar um jeito”. O cônsul ressalta que a presença da empresa – que pretendia construir uma siderúrgica em Puerto Quijarro, até ser expulsa pelo governo boliviano sob alegação de prejuízos ambientais – é interessante também ao Brasil, “já que Corumbá também receberia investimentos. Há um interesse mútuo”.

A expulsão da EBX resultou em uma série de protestos na região, com bloqueio de estradas e ferrovias e uma greve no comércio e serviços – que deve ser ampliada na próxima semana. A empresa já planeja sua retirada do território boliviano, enquanto o governo do país vizinho anunciou uma licitação para a exploração mineral em El Mutún.

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