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Brasileiros em situação ilegal serão "desalojados",

Karla Wathieer/ABr - 22 de maio de 2006 - 19:00

La Paz (Bolívia) – "Quem estiver em assentamento ilegal, seja brasileiro ou boliviano, será desalojado", disse hoje (22) o chanceler boliviano David Choquehuanca. Ele falou com a imprensa depois de um encontro entre o presidente boliviano Evo Morales e o ministro de Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim.

Amorim, que também conversou com repórteres após o encontro, disse que "em nenhum momento ouviu a palavra ‘expulsão’" de Morales. Ele afirmou que os brasileiros que moram irregularmente na fronteira terão tratamento justo. "O que nos foi assegurado é que o tratamento vai sempre levar em conta aspectos humanitários", disse o ministro.

A questão fundiária é discutida pelos dois governos porque o presidente Evo Morales decretou como de interesse para a reforma agrária as terras devolutas próximas à fronteira. Atualmente, a estimativa é que cerca de cinco mil brasileiros vivem na região.

Mais cedo, Amorim disse que uma reunião definiu que será criado um grupo de trabalho para avaliar o processo. "O território é boliviano e a decisão é deles. Mas é muito positivo a criação de grupo de trabalho, porque ele vai nos permitir argumentar e acompanhar naquilo no que for razoável para os nossos brasileiros."

O chanceler brasileiro disse que, em clima cordial, Morales destacou a importância estratégica que o Brasil tem para a Bolívia. Amorim fez novamente um convite para que o presidente boliviano visite o Brasil e disse ter ouvido de Morales que ele está disposto a se encontrar em breve com o presidente Lula.

Em relação à Petrobras, o chanceler boliviano David Choquehuanca disse que só vai se pronunciar depois dos processos de auditoria. Celso Amorim reiterou que não foi à Bolívia negociar pela Petrobras. "Não sou técnico, não tenho informações sobre custo-benefício, não é minha função. Os grupos técnicos formados por representantes dos ministérios bolivianos é que irão acelerar os trabalhos."

Celso Amorim já esteve com o ministro do planejamento boliviano Carlos Villegas, e neste momento está com o presidente do Senado Santos Ramirez. A previsão é de que embarque de volta para o Brasil às 19 horas (horário de Brasília).

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