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Boi gordo retoma trajetória de alta

Agrolink - 08 de fevereiro de 2009 - 19:38

Boi gordo retoma trajetória de alta
Domingo, 8 de fevereiro de 2009 - 16h38m

Graças às condições de produção e a competência do pecuarista brasileiro, a carne consumida no Brasil é uma das mais baratas do mundo. Poucos países disponibilizam uma proteína tão nobre a preços tão acessíveis.
Após atingir picos de R$ 89,80 em junho, o preço recuou para R$ 80,00 em dezembro. Mas o mercado retomou as altas, em ritmo mais lento, nos últimos dois meses. Essa retomada, após pequena ‘‘trégua’’ em dezembro, é atribuída à crise mundial.
O preço médio da arroba do boi gordo no Paraná aumentou 17,2% entre janeiro de 2008 (R$ 71,68) e janeiro de 2009 (R$ 82,80). Após baixas sucessivas no início do ano, os preços dispararam em junho. Na sequência, o arroba voltou a cair sorrateiramente durante o segundo semestre, mas voltou retomou o nível R$ 80,00 neste início de 2009, após operar a R$ 79,80 em dezembro.
Fabiano Tito Rosa, diretor da Scot Consultoria, atribui a alta à queda de abates. Com a redução da oferta, as cotações chegaram a disparar durante o período da entressafra, que começa no segundo semestre. A capacidade é de 70 milhões de cabeças por ano, mas em 2008 o montante ficou na casa dos 42 milhões. ‘‘Em função disso, o mercado operou com 40% de ociosidade’’, analisou.
Rosa também atribui à crise financeira, que começou a assolar o mercado em âmbito mundial, os aumentos de outubro e novembro que retomam seu rítmo neste início de 2009. ‘‘Isso também ajudou os preços a voltarem a subir, somados à oferta reduzida’’, definiu.
São duas situações. O final de safra, em maio, elevou os preços para patamares de R$ 80,00/arroba em função da queda de oferta. Esta situação perdurou até outubro e sustentou os preços até novembro. Quando os preços estavam em ascensão veio a crise mundial que inibiu a demanda.
Para o pecuarista André Carioba, existe a possibilidade de o preço voltar ‘‘ao normal’’ entre os meses de março e maio, pelo menos no período conhecido como a safra da carne bovina. Mas mesmo com uma redução do preço da porteira para dentro e nos frigoríficos, a diferença não chega ao consumidor final porque o varejista não trabalha assim’’, critica Carioba.

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