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Geral

BC substituirá 1,6 bilhão de cédulas danificadas

Alana Gandra, ABr - 06 de março de 2009 - 18:38

Rio de Janeiro - O Banco Central vai trocar neste ano 1,6 bilhão de cédulas de dinheiro que estão desgatadas pelo uso diário. Esse é um procedimento usual da instituição, tendo em vista os estragos e o desgaste natural das notas de real. “Uma roupa, um sapato, tem uma vida útil. O mesmo acontece com o dinheiro”, salientou o chefe do Departamento do Meio Circulante do BC, João Sidney de Figueiredo Filho, hoje (6) em entrevista à Agência Brasil.

As notas de menor valor (R$ 2,00 e R$ 5,00) têm vida útil mais curta e duram geralmente um ano porque são as mais usadas no dia-a-dia da população. As cédulas de R$ 10,00 e R$ 20,00 costumam ficar em boas condições por um período de um ano e meio a dois anos. Já as de R$ 50,00 e R$ 100,00 têm maior longevidade e chegam a ter até três anos de duração.

Segundo ele, existem quatro bilhões de cédulas em circulação no Brasil. A cada ano, é necessário renovar 30% desse total. "É uma taxa de renovação razoável”, diz. O custo para a reposição de cédulas será de R$ 200 milhões neste ano.

O Banco Central está preocupado, porém, com a quantidade de notas que são destruídas prematuramente, seja por falta de cuidado da população, seja de forma intencional, por puro vandalismo. Algumas pessoas desenham, fazem rabiscos ou escrevem mensagens nas cédulas. Essas práticas inutilizam 20% das cédulas.

Os danos levantados pelo BC incluem também queima e corte nas notas. João Sidney sublinhou que a população precisa ter em mente que o dinheiro é um bem público, utilizado por todas as pessoas. “Cuidar bem do dinheiro é meio que cuidar também da sua própria imagem. É uma questão que preocupa”, recomendou.

O chefe do Meio Circulante revelou que, em termos financeiros, o custo com a reposição de notas danificadas prematuramente oscila entre R$ 35 milhões a R$ 40 milhões por ano. “Se a população tivesse mais cuidado, não precisaríamos repor essas cédulas.” O Banco Central lançou em 2007 uma campanha na televisão e rádio alertando sobre os cuidados que as pessoas devem ter com o dinheiro. Essa ação educativa é permanente na instituição.


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