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18/05/2007 21:36

Zeca do PT declara guerra e chama senador de mentiroso

Graciliano Rocha, da Redação, e Rosana Nunes, do Diário Corumbaense

O ex-governador José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT, quebrou o silêncio que durava desde janeiro, quando deixou o cargo, e atacou o senador Delcídio Amaral, também do PT.

Zeca reagiu com irritação às declarações do senador dadas no início do ano. Delcídio, que foi derrotado como candidato do PT ao governo em 2006, acusou companheiros de partido de não terem feito sua campanha e disse que Zeca devia explicações sobre o estado das finanças do governo do Estado.

“O Delcídio está sendo profundamente injusto, falando inverdades”, afirmou o ex-governador. “Não conversei e não pretendo conversar com ele, não quero ter esse dissabor”.

Ele afirmou que pretende disputar a vaga do PT ao Senado na eleição de 2010, quando – em tese – Delcídio deverá tentar a reeleição.

“Não sou candidato a prefeito, nem a governador, nem a deputado. Só me resta no momento oportuno pedir para o meu partido se me aceita para ser candidato a senador”, disse, espetando: “Tenho maior vontade de disputar essa vaga com ele; acho que vai ser uma carreira bonita”.

O ex-governador disse ainda que “ninguém sabe” se Delcídio será candidato a prefeito de Campo Grande e, caso seja, “não sei se é pelo PT ou por outro partido”.

Segundo o ex-governador, o agora rival declarado não tem peso eleitoral por si.

“O Delcídio está pensando que é dele os 40% (sic) que ele teve [na disputa do governo em 2006], não é dele, é do PT, o Egon [candidato ao Senado pelo PT] fez mais votos que ele”, alfinetou.

Pagamentos milionários - O petista também negou irregularidades nos pagamentos feitos no apagar das luzes de seu governo.

Nos últimos seis dias úteis de 2006, quando Zeca se preparava para deixar o cargo, foram pagos mais de R$ 71 milhões a prestadores de serviços como empreiteiras, agências de publicidade e à empresa fornecedora de combustíveis. Por outro lado, a parcela de dezembro da dívida (que provocaria bloqueio das contas do Estado em janeiro) e a folha de pagamento de dezembro dos servidores estaduais não foram pagos.

Zeca negou irregularidades e desqualificou as críticas feitas pelo sucessor, André Puccinelli (PMDB). “Falar é fácil, tem que se provar, taí o Poder Judiciário para apresentar as provas; a crítica pela crítica não deve ser respondida”, disse.

Segundo Zeca, críticas de sucessores são normais. “Tomé de Souza [primeiro governante do Brasil colônia] foi o único que não criticou antecessor”.


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