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05/09/2010 14:07

Viúva iraniana condenada à morte deve levar 99 chibatadas

Renata Giraldi, Agência Brasil

Brasília – Condenada à morte por apedrejamento no Irã, sob a acusação de adultério, a viúva Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 42 anos, deve ser submetida a 99 chibatadas, informou Sajad Ghaderzadeh, filho dela. O jovem disse que a nova sentença é uma condenação porque uma foto de Sakineh foi publicada no jornal inglês The Times em que ela aparece sem véu. A foto foi publicada no dia 28 de agosto, mas, em seguida, o jornal informou que não se tratava de Sakineh.

As informações são da agência BBC Brasil. Sajad Ghaderzadeh soube da nova sentença de 99 chibatadas por intermédio de pessoas que recentemente deixaram a prisão de Tabriz, onde está sua mãe. Em carta aberta, Ghaderzadeh classificou a sentença de \"desculpa para aumentar o abuso\" contra sua mãe. Segundo ele, a família recorrerá também dessa sentença.

O jornal britânico informou que obteve a foto da mulher sem véu por intermédio do advogado de Sakineh, Mohammad Mostafei, que fugiu do Irã para a Noruega. O advogado afirmou que recebeu a imagem do filho de Sakineh. No entanto, Ghaderzadeh nega ter repassado a foto ao advogado.

Em julho, Sakineh foi condenada à morte por apedrejamento. Houve protestos da comunidade internacional e a sentença foi temporariamente suspensa. Mas, no Irã, há informações de que ela pode ser morta por enforcamento a qualquer momento.

O assunto envolveu inclusive o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, em mais de uma ocasião, apelou para que a sentença não fosse cumprida e sugeriu que Sakineh fosse enviada para o Brasil. O governo iraniano negou ter recebido a oferta formal da diplomacia brasileira sobre o envio da viúva ao Brasil. O assunto causou um mal-estar entre os dois países.

A viúva é acusada de ter matado marido e depois de manter relações sexuais com dois homens. Ela e os parentes negam as acusações. Porém, para o governo iraniano e a Justiça do país, ela é culpada e a pena, conforme a sharia (conjuntos de normas e leis islâmicas) deve ser cumprida.

Edição: Nádia Franco

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