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12/11/2003 13:52

Vinte e cinco por cento admitem violência contra mulher

Agência Câmara

A ONG Instituto Papai lançou ontem durante o seminário “A Violência Doméstica” a Campanha Laço Branco. Com o slogan “Violência contra a mulher não tem graça nenhuma”, a campanha tem o objetivo de desenvolver pesquisas e ações sociais e sensibilizar principalmente os homens a atuarem pelo fim da violência contra a mulher.
O coordenador da ONG, Benedito Medrado, apresentou os resultados de uma pesquisa feita neste ano, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Noos, que entrevistou 749 homens, com idade entre 15 e 60 anos. Dos entrevistados, 25% afirmaram já ter usado violência física contra a parceira; 17,2% disse ter usado violência sexual e 38,8% afirmou ter insultado, humilhado ou ameaçado pelo menos uma vez a parceira. Para Medrado, é preciso implementar políticas públicas em âmbito nacional para mudar esses dados. Segundo o coordenador, os entrevistados não acham que estão cometendo crime contra as mulheres. "Quando se pergunta para os homens sobre as agressões, eles confirmam e esse é o maior problema, pois, se eles confirmam, é porque não acham que é um problema".

LEGISLAÇÃO RIGOROSA
Para a idealizadora do seminário, , deputada Iriny Lopes (PT-ES), é urgente a adoção de uma legislação mais rigorosa e que resguarde o direito da mulher. Hoje, quando a mulher vai à delegacia denunciar que foi agredida por seu companheiro ou ex-companheiro, o acusado recebe penas alternativas, como o pagamento de uma cesta básica. Na avaliação da deputada, isso contribui para aumentar a violência doméstica. "Agressão é crime e a punição tem que servir para alertar e para inibir o ato da violência em primeiro lugar. Em segundo lugar , quando o agressor é reincidente, ele precisa ter uma punição".

NOVO PROGRAMA
No seminário "A Violência Doméstica", promovido pela Comissão de Segurança Pública, a secretária de Políticas para Mulheres, ministra Emília Fernandes, lançou o Programa Prevenção, Assistência e Combate à Violência contra a Mulher. No programa, os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, governos estaduais e municipais e movimentos sociais vão trabalhar em parceria para combater a violência doméstica.



Reportagem - Lucélia Cristina
Edição - Paulo Cesar Santos

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