Cassilândia, Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2019

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14/11/2019 16:30

Veja cuidados que auxiliam na diminuição dos riscos de desenvolver o diabetes

Correio do Estado

O professor aposentado Joel Freire, 73 anos, demorou para se render às injeções de insulina. Diagnosticado com diabetes tipo 2 há mais de 20 anos, ele conseguiu controlar a doença diminuindo o consumo de doces e investindo em longas caminhadas.

“Eu descobri a doença durante um check-up. Não tive nenhum sintoma específico”, explica o aposentado.

Na época, foi difícil controlar a paixão por doces. “Eu, na realidade, custei muito para mudar. Fiquei dez anos diminuindo um pouco a alimentação e caminhando”, ressalta.

Com a aposentadoria, o exercício físico também diminuiu. “Quando parei de trabalhar, precisei incluir as injeções de insulina. Aplico o medicamento todos os dias pela manhã. Também faço exames regulares a cada três meses para ver se ocorreram mudanças”, explica Freire.

O cuidado necessário com a diabetes fez com que o aposentado nunca sofresse com patologias relacionadas à doença, como problemas no coração, olhos e rins.

SILENCIOSA

Apesar de ser uma doença comum, a diabetes ainda surpreende muita gente por ter vários tipos e diversos sintomas – ou ausência deles –, como no caso de Freire. O dia 14 de novembro foi instituído como o Dia Mundial do Diabetes, uma forma de lembrar a sociedade sobre a importância do cuidado e da prevenção para evitar a doença.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença no Brasil, o que representa 6,9% da população nacional.

A causa do diabetes está relacionada à produção insuficiente ou à má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante a energia para o organismo. A insulina tem a função de quebrar as moléculas de glicose – no caso, o açúcar –, transformando-as em energia para a manutenção das células de nosso organismo.

Os sintomas que costumam atingir as pessoas com diabetes são: fome e sede frequentes, vontade de urinar diversas vezes ao dia, perda de peso, fraqueza, fadiga, mudanças de humor, náusea e vômito. De acordo com a médica endocrinologista Ana Carolina Wanderley Xavier, a demora no aparecimento dos sintomas diminui a chance de identificar a doença no início. “Normalmente, os sintomas aparecem quando a glicose está muito alta. Principalmente no tipo 2, a glicose aumenta aos poucos e o paciente não sente nada, o que traz barreiras ao tratamento. Por isso, é importante que pessoas acima de 45 anos façam exames de sangue com frequência”, ressalta Ana Carolina.

Caso não seja tratado, o diabetes pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.

TIPOS

De acordo com o Ministério da Saúde, o diabetes tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Normalmente, pessoas com parentes próximos que têm ou tiveram a doença devem fazer exames regularmente para acompanhar a glicose no sangue. “O tipo 1 é autoimune, não tem como evitar porque a causa é genética, o corpo produz uma substância que ataca o pâncreas”, explica Ana Carolina.

Já o diabetes tipo 2 ocorre quando o corpo não aproveita adequadamente a insulina produzida. A causa está diretamente relacionada ao sobrepeso, ao sedentarismo, aos triglicerídeos elevados, à hipertensão e aos hábitos alimentares inadequados. “Nesse caso, com o tratamento correto e a mudança no estilo de vida, é possível curar o diabetes tipo 2. Muitas pessoas conseguem a cura quando perdem peso e deixam de ser sedentárias”, frisa a endocrinologista.

Além dos dois tipos, há o pré-diabetes, em que os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas ainda não estão elevados o suficiente para caracterizar diabetes tipo 1 ou tipo 2. É um sinal de alerta do corpo, que normalmente aparece em obesos, hipertensos e pessoas com alterações nos lipídios.

Como quase todas as doenças, a melhor forma de prevenção do diabetes é optar por uma vida mais saudável. Além de uma alimentação equilibrada, com orientação médica, o paciente deve evitar o consumo de álcool, tabaco e outras drogas.

Tratamento

A principal preocupação de quem é diagnosticado com diabetes é relacionada à alimentação. “Quando a pessoa tem o diagnóstico do diabetes, há uma restrição em relação ao consumo de doces e, principalmente, do açúcar. Mas o ideal é evitar não só os doces, mas os carboidratos simples, como pão branco e macarrão”, indica Ana Carolina.

As famosas injeções de insulina também são parte importante do tratamento, principalmente do tipo 1.

Para essa medição, é aconselhável ter em casa um aparelho – glicosímetro – capaz de medir a concentração exata de glicose no sangue do paciente. O tipo 2, por estar relacionado a outros problemas de saúde, tem um tratamento diferenciado para cada paciente. “São várias medicações, além de dieta e exercício para baixar a glicose”, ressalta.
Ana Carolina lembra que o cuidado também deve existir para quem tem casos na família.

“Todo excesso é ruim, principalmente para quem tem os fatores de risco para desenvolver o diabetes tipo 2, como, por exemplo, a obesidade, o sedentarismo e o histórico familiar”, pontua.

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