Cassilândia, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

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16/03/2016 15:00

Veja como usá-lo para sair das dívidas

Diário da Região

Vilão dos vilões, o cartão de crédito pode também ser o mocinho da história, quando usado de forma adequada e desde que o portador tenha educação financeira. Os juros estratosféricos, que podem chegar a 630% ao ano, ou seja, multiplicar por seis uma dívida, fez com que o objeto de plástico tão sedutor, ganhasse a liderança entre os endividados e uma aura de perigo à vida financeira. Em Rio Preto, cerca de 60 mil consumidores estão com o nome cravado no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), numa dívida que gira em torno de R$ 60 milhões.

Não há dados específicos de quantos são os inadimplentes com dívidas atreladas ao cartão, mas estima-se tratar da maioria entre os endividados. “O que a gente percebe é que em função dos juros tão elevados do cartão, muitos compram e depois só conseguem pagar uma parte da parcela, com isso, o valor vai se multiplicando ao ponto de não ser possível mais quitar o débito e aí se torna um inadimplente”, diz Wilson Soubhia, diretor do SCPC da Associação Comercial e Industrial de Rio Preto (Acirp).

Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a inadimplência do rotativo é a maior entre todas as linhas de crédito disponíveis no País: 40,3%. O levantamento da CNC, entre as famílias brasileiras que ganham até dez salários mínimos, aponta ainda que 80% têm o cartão de crédito como principal dívida. Essa visão, conclui a direção da CNC, é exatamente pelos juros exorbitantes cobrados. “A realidade do consumidor de Rio Preto é semelhante a do restante do País. O que nós orientamos é que a família faça todas as contas e veja como negociar e quitar as dívidas. Como as taxas do cartão de crédito são as mais altas, é por onde deve-se começar”, aconselha Soubhia.

Mas nem só de má fama vive o dinheiro de plástico. Usado corretamente, ele é um instrumento inteligente para compras. “Há vantagens em algumas situações, só que é preciso primeiro um planejamento para se organizar e, aí sim, usufruir os benefícios que ele apresenta”, diz a educadora financeira Natalia Martins. Ela observa que nas compras parceladas, pode ser a melhor alternativa. “A situação mais indicada é o parcelamento de um valor elevado e que, à vista, não teria desconto.”

É exatamente para esse tipo de compras que a administradora Marta Solange da Silva, 43 anos, saca o cartão. “Ele é necessário. Um eletrodoméstico, por exemplo, você pode parcelar sem nenhuma taxa; já se acionar o crédito da loja, terá que pagar um pouco mais”, diz. Marta já entrou no rotativo do cartão e aprendeu o quanto isso custa. “Hoje tenho na ponta do lápis qual o gasto, quanto vai ser o peso no meu orçamento e sei que comprei algo pelo valor exato e não pelas mensalidades que terei de pagar”, observa.

Arte - Cartões de Crédito - 16032016 Clique na imagem para ampliar
Uma estratégia que a administradora adotou depois de ter experimentado as amarguras da taxa de juros do cartão de crédito é deixá-lo no escritório quando sai para almoçar. “Eu trabalho próxima ao Calçadão. Às vezes, vejo algo que gosto, mas como o cartão não está comigo, não compro mais por impulso”, diz. “Até voltar ao escritório ou esperar pelo dia seguinte, já pensei melhor e vejo que não é algo que eu realmente preciso. A taxa do meu cartão está em 17,36% ao mês o que dá 507% ao ano. Não entro mais nessa cilada”, acrescenta Marta.

‘É muito bom, mas para quem sabe usar’

Segundo o coach financeiro Silvio Bianchi, o problema não está no cartão de crédito e sim no usuário. “As pessoas pegam o cartão e pensam que estão com a lâmpada de Aladim nas mãos e que podem realizar seus sonhos de consumo. Não há mágica em matemática. O cartão é muito bom, mas para quem sabe usar”, afirma. Diretor da unidade do DSOP Educação Financeira de São José dos Campos e região, Bianchi orienta que o consumidor tenha um cartão no valor máximo de 50% de seu orçamento.

“Os bancos costumam dar um valor até três vezes superior ao rendimento. Isso é ilusão, você não tem esse dinheiro e não pode contar com ele. O cartão é uma ferramenta de crédito, não é dinheiro.” Como todo educador financeiro, Bianchi aconselha que as pessoas tenham um dinheiro reservado para o caso de uma emergência, mas sabe que a minoria das pessoas consegue ter essa reserva. Assim, se algo acontecer em um mês que faz com que as contas não fechem, ele aconselha o uso do cartão no lugar de entrar no limite do cheque especial.

“Mas isso só se a pessoa se organizar e tiver certeza de que no mês seguinte terá como quitar o valor integral da parcela ou do gasto total feito com o cartão. Se for para entrar no rotativo, o melhor é fazer um empréstimo ou mesmo ultrapassar o limite do especial”, diz. “As contas têm de ser muito bem feitas e organizadas, já que não há juros maior do que os do cartão de crédito no mercado, chegam a 630% ao ano, conforme a instituição financeira”, observa.

Aplicativo ajuda na gestão

O publicitário Marcelo Araújo, 26, encontrou um aliado para auxiliar em sua gestão financeira. Ele cancelou o cartão que tinha com um banco e aderiu ao Nubank, um novo cartão de crédito que tem como finalidade ajudar os clientes a gerir os gatos. “É um aplicativo de celular que informa instantaneamente sua fatura. Se você tem educação financeira, sabe usá-lo, é muito positivo”, diz.

Segundo Araújo, praticamente tudo que ele compra é no novo cartão. “A anuidade é zero. Sei quanto posso e gasto exatamente esse valor. Como fico conectado ao celular, não há risco de surpresas e de não ter noção do meu limite”. Araújo explica que por usar canais 100% digitais, a burocracia é reduzida e não há necessidade de pagar estruturas mais caras, como bancos. Assim, o Nubank não cobra nem anuidade e nem tarifas dos seus usuários.

 

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