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03/03/2013 10:35

Veja a foto do Maníaco da Cruz que fugiu de Unei

Campo Grande News/ Ângela Kempfer e Viviane Oliveira
Veja a foto do Maníaco da Cruz que fugiu de Unei

Conhecido como Maníaco da Cruz, Dhionatan Celestrino, de 20 anos, fugiu da Unei (Unidade Educacional de Internação) de Ponta Porã. Desde 2008 ele estava no local por ter assassinado 3 pessoas em Rio Brilhante.

Funcionários perceberam a ausência do rapaz apenas na manhã de hoje, às 8h, ao fazer a revista. A última vistoria ocorreu ontem, às 18 horas e Dhionatan permanecia no local. Neste domingo, ao chegarem ao alojamento, os agentes viram a janela arrebentada. Segundo eles, provavelmente o jovem conseguiu fugir usando apenas um cobertor.

Dhionatan completou 18 anos dentro da unidade. Os crimes em série foram cometidos por Dhionatan aos 16 anos, em Rio Brilhante, onde morava com a família.

Na época, ele confessou ter matado sozinho o pedreiro Catalino Cardena, 33 anos, em 24 de julho; a frentista Letícia das Neves, 22 anos, em 24 de agosto; e a estudante Gleice Kelly da Silva, 23 anos, no dia 7 de outubro, por considerar todos ateus. Depois de mortas, as vítimas eram deixadas em posição de crucificação. Por isso virou o "Maníaco da Cruz".

O inquérito mostrou que ele saiu outras 7 vezes disposto a matar pessoas que julgava terem vidas desregradas e só livrou da morte uma adolescente de 17 anos, que o convenceu de que era uma virgem. A família abandonou Rio Brilhante. A mãe passou a viver em Ponta Porã para ficar perto do filho.

Pela gravidade do caso, ele ficava sozinho no alojamento, mas a Unei tem hoje 36 internos no total.

O Estatudo da Criança e do Adolescente, determina tempo máximo para a internação em Uneis de três anos. O prazo venceu em outubro de 2011 e no ano passado, depois de ação da Defensoria Pública, a Justiça determinou a interdição de Dhionatan em um hospital psiquiátrico.

Ele é considerado perigoso ao ponto do Estado alegar que a presença do assassino nos hospitais psiquiátricos existentes em Mato Grosso do Sul significaria risco aos funcionários e aos demais internados. O argumento foi usado pelo governo na tentativa de evitar a transferência, mas o TJ manteve a internação compulsória.

Apesar da decisão de março de 2012, até agora ele continuava na Unei.

 

 

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