Cassilândia, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

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11/10/2005 15:09

Varejo não acompanha queda do leite ao produtor

Famasul

Os preços do leite ao produtor, referentes às entregas de agosto, continuaram em queda em setembro, pressionados pela maior oferta. Segundo levantamento do Cepea, em agosto, a oferta nacional foi 2,5% maior em relação a julho, com aumentos de captação de 8% no Rio Grande do Sul, de 4,6% no Paraná, 2,6% em São Paulo, 5,4% em Minas Gerais e de 1,6% em Goiás.

A média nacional para o tipo C foi de R$ 0,4837/litro em setembro, valor 5% menor que o de agosto e 17,4% inferior ao do mesmo período do ano passado, em termos reais (descontada a inflação medida pelo IPCA). A tendência baixista começou em junho, mês que marcou o aumento da disponibilidade do produto um pouco antes do que normalmente se observa. De junho a setembro, as cotações do leite ao produtor acumularam recuo de 18,4% na média dos sete estados pesquisados pelo Cepea.

Embora as quedas de preços ao produtor sejam expressivas, quase não chegaram a ser repassadas ao varejo. Segundo a última divulgação do Índice de Preços ao Consumidor - IPC, da FGV, o preço dos laticínios ao consumidor caiu apenas 3,7% de junho a agosto. No mesmo intervalo, destaca-se, o leite ao produtor desvalorizou 14,2%.

Em termos regionais, em setembro, apenas em Goiás o leite ao produtor sustentou-se nos mesmos patamares do mês anterior. Laticínios locais conseguiram conter as quedas depois das baixas significativas em agosto. No sul do estado, por exemplo, a diminuição foi de apenas 0,9% entre os dois últimos meses.

Nos demais estados, principalmente nas grandes bacias leiteiras, onde a concorrência entre laticínios acaba sendo maior, o Cepea registrou quedas mais intensas. Na região Centro-Sul da Bahia, houve retração de 11,6%; na área Metropolitana de Minas Gerais, de 10,7% e, no Centro Oriental Paranaense, de 9,9%. Esse comportamento do mercado mostra a dificuldade do setor produtivo em conter essa “bola de neve” – o movimento de baixa mostra-se firme.

Em valores reais, as cotações de setembro de 2005 estão próximas ao nível observado em abril de 2004 e ao de novembro de 2002, com a diferença de que, nestes dois últimos períodos, os preços mantinham tendência de alta.

Pesquisadores do Cepea observam que há esforço por parte de cooperativas e laticínios de minimizarem as quedas para os pequenos produtores. Isso se comprova no comportamento dos extremos de preços: os mínimos, que representam os valores pagos, na maioria dos casos, a pequenos produtores, registram queda de 5,72% e os máximos, geralmente a grandes, de 7,93%.

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