Cassilândia, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

Últimas Notícias

21/11/2006 19:50

Valdebran diz que acompanhou dossiê por amizade a Vedoin

Agência Câmara

Em depoimento de quase três horas na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Sanguessugas, o empresário Valdebran Padilha afirmou que sua participação no episódio do dossiê contra tucanos se limitou a acompanhar a negociação a pedido da família Vedoin, que ele disse conhecer há mais de dez anos. Valdebran foi preso em São Paulo no dia 15 de setembro, juntamente com Gedimar Passos, com R$ 1,7 milhão - dinheiro que seria destinado à compra de um dossiê contra políticos do PSDB.

Valdebran negou ter participado da negociação e disse que atuou apenas como um observador, intermediando as reuniões entre os Vedoin, Gedimar Passos e Expedito Veloso, que teria articulado a compra do dossiê. Ao todo, foram quatro reuniões para negociar a compra, que sairia por R$ 2 milhões. Segundo Valdebran, sua função era verificar se Gedimar e Expedito teriam dinheiro para comprar o documento.

O depoente negou que tivesse dívidas com os Vedoin e declarou que acompanhou a negociação apenas para ajudá-los, por amizade, pois eles "passavam por dificuldades".

Telefonemas
De acordo com o empresário, seu contato na negociação era Expedito Veloso. Valdebran disse desconhecer o número que aparece nas quebras de seu sigilo telefônico, identificado como do comitê de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele nega ter tido contato com o comitê e ter agido a mando da Executiva do PT de Mato Grosso.
O depoente também negou que conhecesse Jorge Lorenzetti (ex-chefe do Núcleo de Informações e Inteligência da campanha de Lula), mas afirmou que pode ter falado com ele pelo celular de Gedimar Passos.

Contradições
O vice-presidente da CPMI, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), apontou contradições entre o depoimento de hoje e aquele prestado por Valdebran à Polícia Federal (PF), no qual ele disse não ter relação de amizade ou comercial com os Vedoin. Já o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), sub-relator da CPMI, apontou contradição entre a fala de Valdebran e o depoimento de Luiz Antônio Vedoin. Apontado como líder da "máfia das sanguessugas", Vedoin afirmara que Valdebran participou da negociação para pagar uma dívida à sua família.

Novos depoimentos
A CPMI das Sanguessugas aprovou nesta terça-feira requerimentos para convocar mais duas testemunhas: Abel Pereira, acusado de participar do esquema de aquisição fraudulenta de ambulâncias no governo Fernando Henrique Cardoso; e Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha ao governo de São Paulo do senador Aloizio Mercadante. Lacerda deve ser ouvido já na próxima quinta-feira (23).

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Terça, 12 de Dezembro de 2017
Segunda, 11 de Dezembro de 2017
20:42
Loteria
10:00
Receita do dia
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)