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10/09/2015 17:00

Uso da luz do sol é novidade no tratamento do câncer de pele

Minha Vida

Dentre os eventos da Dermatologia de 2015 até agora, o Congresso Mundial de Dermatologia, sediado em Vancouver no Canadá, foi um dos mais importantes. Em seis dias de intensos debates e discussões, tratamentos que podem beneficiar pacientes ao redor de todo o planeta foram apresentados. Abaixo, veremos alguns dos tópicos discutidos durante o encontro e as novidades que estão para chegar!

Tratamento para o câncer de pele com a luz do sol

Trata-se do uso da terapia fotodinâmica, que usa a luz do sol, para o tratamento das lesões pré-cancerosas e o próprio câncer de pele (basocelular) quando superficial. Utiliza-se um creme que é passado nas áreas afetadas (campo cancerizável). Esse creme tem afinidade pelas células cancerígenas e promove uma reação química que deixa essas células evidenciadas. A luz do sol seria o fator de tratamento final, pois teria mais afinidade por essas células marcadas e promoveria a destruição das mesmas. O produto é utilizado em casa e o paciente é orientado como deve tomar sol.

Sol, luz visível e infravermelho

Se considerarmos a radiação total que recebemos por dia, temos abaixo o percentual de cada tipo de radiação e observamos que, tanto a luz visível como o infravermelho, são bem maiores do que a radiação ultravioleta, que hoje é a maior fonte de preocupação dos estudiosos.

UV - 3%
Visível - 44%
IR infravermelho - 53%

O sol é bastante agressivo, como já se sabe, porém a luz visível e o infravermelho chegam a nossa pele em maior quantidade. A agressão causada por essas radiações é feita de forma indireta, estimulando a formação de radicais livres. Precisamos conseguir proteção em relação a essas radiações, pois elas ainda não existem: atualmente, nenhum filtro solar do mercado protege da luz visível. Filtros com vitaminas antioxidantes e filtros com cor protegem em parte.

A luz visível atinge muito mais pessoas que têm maior concentração de pigmentos e, portanto, agride mais negros do que brancos, causando eritema e formação de melanina. Essa talvez seja a causa dos pacientes mestiços terem mais melasma, e também maior dificuldade para evitar o escurecimento da lesão.

Vários trabalhos têm sido feitos, medindo a agressão da luz visível. Há também agressões imunológicas, como o aumento da expressão do CCL18, uma proteína é um tipo de célula (linfócito) pertencente ao sistema imunológico do organismo e que aumentam em certas doenças, inclusive ela tem sido associada à dermatite atópica e linfomas. A novidade é que através desses estudos conclui-se que a luz visível aumenta a pigmentação, a tirosinase e o CCL18 somente na pele escura e não na pele clara.

Alopecia areata

Dentre os temas discutidos, a alopecia areata - uma doença autoimune que leva a queda de cabelo parcial ou total, com o aparecimento de áreas sem fios circulares ou ovaladas, sem qualquer sintoma, como inflamação ou coceira - ganhou destaque por novos estudos que comprovam a eficácia de tratamentos alternativos. O diagnóstico é clínico e as causas ainda não estão definidas.

O tratamento é variado, podendo ser utilizado corticoide aplicado na pele, infiltração (uma injeção do princípio ativo com ativo com agulha e seringa na parte da derme da pele) e também por via oral. São utilizados outros imunossupressores como ciclosporina e também o tratamento com difenciprona.

No Congresso foi apresentada uma conferência que mostrou novas opções para essa doença com excelentes resultados, como os inibidores de JAK (uma enzima que participa dos processos inflamatórios da pele), que foram aprovados recentemente pelo FDA (Food and Drug Administration). Essas drogas foram utilizadas em cerca de 50 pacientes com estudos controlados e no prazo de três meses, demonstraram ótima resposta terapêutica com efeitos colaterais não significativos. Essas drogas também são usadas para psoríase e o mecanismo de ação apesar de anti-inflamatório não está totalmente esclarecido.

Tratamento da gordura localizada

Foi aprovada pelo Food and Drugs Administration (FDA, órgão regulatório de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos) uma molécula para o tratamento da gordura localizada. Trata-se do ATX 1, cujo princípio ativo é o deoxicolato, potente agressor à célula de gordura. Este produto não chegou no Brasil e não há uma previsão de chegada e é uma injeção, que é aplicada na área da gordura localizada como culote, gordura no queixo, entre outros.

A aplicação não é dolorida e deve ser feita por médico. O mecanismo de ação é uma agressão à parede das células, levando a uma inflamação que promove o rompimento celular e posterior metabolismo da gordura.

Laser contra a celulite

Outra abordagem para o tratamento de gordura localizada e celulite é a laserlipólise, em que é usada uma cânula agregada ao aparelho de laser. Essa cânula tem o cumprimento de onda para atingir a gordura e estimular o colágeno.

Este aparelho, segundo novos estudos, tem função principalmente de quebrar a fibrose do tecido celulítico. Trabalhos recentes mostram a vantagem desse aparelho, que tem grande eficácia em melhorar a celulite, além de diminuir a gordura e a flacidez.

Dra. Denise Steiner DERMATOLOGISTA - CRM 36505/SP

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