Cassilândia, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

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09/02/2008 18:19

Uma cadeira está vazia na Câmara; vereador fugiu

Vilson Nascimento/A Gazeta News

Com a fuga de Daniel Lescano (PDT) a cadeira do vereador permanece vaga no Poder Legislativo em Coronel Sapucaia.
Segundo o presidente da Câmara Municipal pelo regimento interno da casa de leis o vereador só perde o mandato se deixar de comparecer em pelo menos 12 sessões ordinárias consecutivas.

Daniel Lescano, que não está recebendo salários nesse período, faltou em seis delas antes do recesso parlamentar do final de ano e após o reinício dos trabalhos legislativos, no meio desse mês, terá que faltar em mais seis sessões para caracterizar a perda do mandato.

“O vereador não pediu afastamento do cargo, simplesmente deixou de comparecer as sessões e não está recebendo salário. Como não existe um pedido de afastamento legal, o suplente não foi convocado por não termos os caminhos legais para realizar o pagamento”, disse o presidente da Câmara de Coronel Sapucaia, vereador Carlos Magno Fernandes (PR) ao ressaltar que a ausência do vereador acaba prejudicando os trabalhos do Poder Legislativo, principalmente das comissões permanentes que, por falta de um membro, tem seus trabalhos afetados.

Suplente aguarda desenrolar- Para o empresário Anselmo Lázaro que é do PSDB e primeiro suplente na coligação, o clima é de expectativa.

Anselmo, que já foi vereador por dois mandatos em Coronel Sapucaia, aguarda o desenrolar do caso. “Se for preciso vou assumir o cargo e exercer o restante do mandato trabalhando pelo desenvolvimento de Coronel Sapucaia. No momento estou aguardando a decisão da mesa diretora da casa e entendo a cautela que está sendo adotada na questão”, disse Anselmo que tem mercados em Coronel Sapucaia e Amambai.

Entenda o motivo da fuga

A polícia está procurando, há a quase 90 dias, do vereador de Coronel Sapucaia Daniel Lescano (PDT).
Daniel, que é indígena da etnia guarani-kaiowá e também é o capitão da Aldeia Taquapery em Coronel Sapucaia, que abriga uma população estimada em cerca de 3 mil índios, está com a prisão preventiva decretada pela Justiça sob acusação de ser o mandante do assassinato do agente de saúde indígena Alcindo Marques de 61 anos, residente na própria Aldeia Taquapery.

Alcindo foi assassinado com uma facada no peito na noite do dia 7 de novembro do ano passado (2007) e ao ser preso o autor do crime, Lousinho Lescano de 22 anos, que seria parente do vereador, apontou, em depoimento ao delegado responsável pelas investigações do caso, Dr. Marcius Santos Cordeiro, titular da Delegacia de Polícia Civil de Coronel Sapucaia e perante testemunhas, Daniel Lescano como sendo o mandante do crime e teria relatado, ainda, que havia recebido a quantia de R$ 140,00 para matar o enfermeiro, que segundo a polícia, era seu adversário político na aldeia.

Ao tomar conhecimento da acusação Daniel Lescano acabou fugindo sem se defender e segundo informações estaria escondido na região de Capitan Bado no Paraguai.

Autor negou em juízo- Apesar de ser categórico em apontar o vereador como mandante do crime perante testemunhas e a autoridade policial, Lousinho Lescano mudou sua versão para o assassinato durante depoimento em juízo e negou ter sido contratado pelo vereador para matar o agente de saúde.

Para o Promotor de Justiça que atua no caso, Dr. Rodrigo Yshida Brandão, titular da 1ª Promotoria da Comarca de Amambai, existe a versão inicial do acusado e de testemunhas que apontam o vereador como mandante do crime, porém somente com a prisão e o depoimento do vereador os fatos serão esclarecidos.



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