Cassilândia, Segunda-feira, 26 de Outubro de 2020

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26/08/2020 09:20

UFGD: em 14 dias, Cassilândia registrou aumento de 91% dos casos de coronavírus

O acadêmico cassilandense Antonio Idêrlian Pereira de Sousa e Idaiani Pereira de Souza estão à frente do projeto.

Redação

No dia 07 de junho de 2020, publicamos os mapas gerados na pesquisa de diagnóstico das populações com comorbidades consideradas grupos de risco ao COVID-19 (Coronavírus). Dentre as comorbidades mapeadas, nos atemos a população com hipertensão e/ou diabetes e população idosa com hipertensão e/ou diabetes.

Dos 21.939 habitantes (estimativa do IBGE 2019 ), 3.307 pessoas (levantamento do projeto) possuem hipertensão ou diabetes, ou as duas patologias. Sabendo que pessoas com idade acima de 60 anos e/ou pessoas que possuem alguma dessas comorbidades fazem parte do grupo de risco ao novo coronavírus (COVID-19).

Dentre as principais observações, notamos que os grupos mapeados se concentram principalmente no Centro, Vila Izanópolis, Jardim Laranjeiras, Vila Pernambuco e Jardim Campo Grande.

DESCRIÇÃO E ANÁLISE

O primeiro mapa produzido apresenta a distribuição espacial da população hipertensa de Cassilândia, a escala de cores em vermelho representa a distribuição percentual da população total com aquela comorbidade por bairro. O mapa foi sobreposto por um gráfico que indica a variação por classes da faixa-etária do público mapeado.

O Centro da cidade possuí o maior percentual de pessoas com hipertensão 28% (se tratando do público total com está comorbidade), a Vila Pernambuco possuí o segundo maior percentual de pessoas, a Vila Izanópolis possuí o terceiro maior percentual com 20%.

Ao compararmos com os gráficos percebemos que com exceção do Centro, a Vila Pernambuco e a Vila Izanópolis possuem mais pessoas com essa comorbidade, com a faixa-etária de até 59 anos e 60-69 anos.

MAPA 1 – DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA POPULAÇÃO COM HIPERTENSÃO, DA CIDADE DE CASSILÂNDIA-MS.

UFGD: em 14 dias, Cassilândia registrou aumento de 91% dos casos de coronavírus

O segundo mapa apresenta a distribuição espacial da população com diabetes, a Vila Pernambuco e o Centro da cidade ocupam respectivamente o maior intervalo da classe entre 20 a 25%, em segundo lugar a Vila Izanópolis ocupa o segundo maior intervalo de classe com 20%. O Jardim Campo Grande e o Jardim Laranjeiras ocupam a classe de 5 a 10%, os demais bairros se situam entre 0 e 5%.

Os bairros que ocupam as maiores classes, possuem a maior quantidade de pessoas com idade até 79 anos, o bairro Vila Pernambuco é o bairro com a maior quantidade de pessoas com idade entre 80 a 89 anos e que possuem diabetes.

MAPA 2 - DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA POPULAÇÃO COM DIABETES, DA CIDADE DE CASSILÂNDIA-MS

UFGD: em 14 dias, Cassilândia registrou aumento de 91% dos casos de coronavírus

O terceiro mapa produzido na pesquisa, apresenta a distribuição espacial da população idosa na cidade de Cassilândia com hipertensão e/ou diabetes. Apenas três bairros não apresentaram pessoas com idade de 60 anos ou mais.

O Centro e a Vila Pernambuco concentram o maior número de pessoas com idade entre 60 a 79 anos, sendo os bairros com maior concentração dessa população em termos de frequência relativa, ocupando a classe de 25 a 29%. Em segundo lugar a Vila Izanópolis, ocupando a classe de 15%, tendo também uma grande concentração de pessoas com a idade entre 60 a 79 anos.

MAPA 3 - DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA POPULAÇÃO COM HIPERTENSÃO E/OU DIABETES COM MAIS DE 60 ANOS, DA CIDADE DE CASSILÂNDIA-MS.

UFGD: em 14 dias, Cassilândia registrou aumento de 91% dos casos de coronavírus

O quarto mapa (mapa 04), apresenta a distribuição espacial dos casos confirmados de COVID-19 na cidade de Cassilândia, de acordo com os dados da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul a cidade possuía até a data de 22 de agosto de 2020, 156 casos confirmados (excluindo os casos correspondentes a Vila Santa Rita, Zona Rural e Setor Rodoviário).

Analisando o mapa, é possível notar que alguns dos bairros que ocupam as maiores classes, são também os bairros que possuem pessoas como algumas das comorbidades citadas.

O centro teve a maior quantidade de casos registrada (31%), seguido da Vila Pernambuco e Vila Izanópolis (7-23%), Jardim Duarte e Vila Imperatriz (4-7%), Jardim Minas Gerais e Jardim Laranjeiras (2-4%) e os demais com 1-2% do número de casos.

A faixa etária predominante entre os infectados é de 30-59 anos (os bairros com o maior percentual de casos, são também os que possuem maior quantidade de pessoas infectadas com essa faixa etária).

O Centro, a Vila Pernambuco e a Vila Izanópolis tiveram os números de casos em termos percentuais, sendo eles também os bairros com maior quantidade de população hipertensa e/ou diabética e população idosa hipertensa e/ou diabética (vide mapa 1,2,3).

MAPA 4 – DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS CASOS CONFIRMADOS DE COVID-19, NA CIDADE DE CASSILÂNDIA-MS

UFGD: em 14 dias, Cassilândia registrou aumento de 91% dos casos de coronavírus

O quinto mapa apresenta (mapa 05) a distribuição espacial dos óbitos por COVID-19 na cidade de Cassilândia, a maior concentração de óbitos foi registrada até o momento está concentrada na Vila Pernambuco com 2 óbitos, seguido do Centro, Vila Imperatriz e Jardim São Vicente com 1 óbito.

A faixa etária predominante entre os óbitos é de pessoas com 60 anos ou mais.

MAPA 5 - DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS ÓBITOS POR COVID-19, NA CIDADE DE CASSILÂNDIA-MS

UFGD: em 14 dias, Cassilândia registrou aumento de 91% dos casos de coronavírus

O gráfico apresenta o crescimento gradual do número de casos de covid-19 no município de Cassilândia, a evolução linear no número de casos confirmados por ser claramente percebida quando comparado os dias 21 de julho e 21 de agosto.

O primeiro registrava cerca de 37 casos confirmado, 1 óbito e cerca de 27 recuperados.

O segundo registrava cerca de 161 casos confirmados, 4 óbitos e cerca de 95 recuperados.

Entre os dias 21 e 25 de agosto houve um novo crescimento exponencial, atingindo o número de 197 casos confirmados (51% dos totais), 5 óbitos e 108 recuperados.

Gráfico 1 – CRESCIMENTO ABSOLUTO E RELATIVO DOS CASOS DE COVID-19 NO MUNICÍPIO DE CASSILÂNDIA-MS.

UFGD: em 14 dias, Cassilândia registrou aumento de 91% dos casos de coronavírus

A nota técnica emitida por pesquisadores da Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD, Universidade Federal do Oeste da Bahia – UFOB e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS aponta um aumento no rítimo da disseminação dos casos de COVID-19 em apenas 14 dias, segundo o relatório Cassilândia apresentou 91% de aumento no número de casos.

Ao considerar esse aumento substâncial no número de casos e a infraestrutura em saúde da microrregião de Paranaíba, assim como, a partir de indicadores de morbidade, mortalidade e indicador composto de morbimortalidade, foi emitido alerta para os municípiso da região, em especial Aparecida do Taboado (alerta nível 4 – Permição de apeanas deslocamentos excênciais) e Cassilândia (alerta nível 3 – Restrição de mobilidade).

A partir dos apontamentoss na escala regional, os pesquisadores reforçam a necessidade de investimentos e esforços municipais na ficalização eficaz em relação as restrições de mobilidade da população.

CONSIDERAÇÕES

O relatório corrobora os dados apresentados anteriormente, uma vez com a análsie regional é possível notar o déficit em infraestrutura de serviço de saúde capaz de atender minimamente ao excedente do número de pessoas infectadas.

A análise local da distribuição espacial dos casos permite olhar a cidade mais pontualmente, proporciona a tomada de decisão nos locais com maior incidência a fim de rastrear, isolar e tratar, contudo, nesse momento é necessário a adoção de medidas mais energéticas frente a diminuição da proliferação e com isso a contenção do crescimento no número de infectados. Sendo necessário a adoção de medidas de restrição de mobilidade.

REFERÊNCIAS

NOTA TÉCNICA: Índice de morbimortalidade municipal por covid-19 aumenta nos quatro municípios da microrregião de saúde de Paranaíba elevando os níveis de alerta em dois desses municípios entre a 32ª e a 34ª semanas.

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