Cassilândia, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

Últimas Notícias

22/08/2012 10:39

Uems supera em 35% a meta que propõe reserva de cotas sociais nas universidades

Brasiluza Neves , noticias ms

Campo Grande (MS) - Na última semana, o Senado Federal aprovou um projeto de lei que institui cotas sociais e raciais com reserva de 50% das vagas oferecidas em universidades e institutos públicos federais. O desafio de levar a populações economicamente vulneráveis uma educação superior pública e de qualidade já foi vencido espontaneamente pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems), que atualmente tem se destacado nacionalmente por suas ações de inclusão social, racial e étnica.

Segundo dados de 2012, mais de 85% dos alunos matriculados na Uems concluíram o ensino médio em escolas públicas. Dessa forma, a Universidade já superou em mais de 35% a meta traçada pelo projeto de lei que agora segue para sanção da presidenta do Brasil. Os números colocam a Uems entre as mais inclusivas instituições públicas de ensino superior do Brasil.



De acordo com o reitor Fábio Edir, a Universidade foi criada justamente com o objetivo de democratizar o acesso à educação superior em Mato Grosso Sul. “A Uems sempre teve o compromisso social de tornar possível o ingresso na educação superior à população sul-mato-grossense. A grande maioria dos nossos alunos é, e sempre foi, proveniente do ensino público. O acesso democrático à educação superior é um direito precioso que sempre buscaremos preservar na Uems”, diz Fábio Edir.



A partir de 2003, a Universidade instituiu seu programa de cotas garantindo que negros e indígenas tivessem oportunidade de cursar uma universidade pública. O processo seletivo da Universidade reserva 10% de vagas para indígenas e 20% para negros que tenham estudado todo o ensino médio em escolas da rede pública de ensino. Dessa forma a UEMS, que já contempla a inclusão étnica, racial e social, vê com otimismo e cautela o novo dispositivo legal.



Para o pró-reitor de extensão, cultura e assuntos comunitários da instituição, Edmilson de Souza, a promoção do acesso dessas pessoas ao ensino superior não é uma ação benevolente, mas sim a garantia de um direito constitucional. Lembra ainda que o processo de inclusão não termina com o ingresso na Universidade. “Essas pessoas têm uma condição social e financeira muito frágil e os problemas não vão acabar quando eles entrarem na Universidade. Por isso é fundamental que, juntamente com a garantia do acesso, sejam implementadas ações que possibilitem a permanência desses alunos ao longo de suas graduações”, diz Edmilson.





O projeto de Lei



O trâmite para aprovação do projeto de lei já dura 13 anos no Congresso Nacional e caso seja sancionado, já pode ter validade a partir dos próximos processos seletivos. Com a lei, nas seleções para graduação nas universidades e graduação e nível médio/técnico nos institutos federais, deverão ser reservadas 50% das vagas - por curso e turno - para alunos de escolas públicas. Destas, 25% serão preenchidas por candidatos de famílias que tenham rendimento mensal abaixo de 1,5 salário mínimo per capita.



Segundo o projeto, as vagas das cotas também deverão ser preenchidas de acordo com a distribuição por raça e cor do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em cada estado. No Ceará, por exemplo, o Censo 2010 mostra a seguinte distribuição: pardos (62,33%), brancos (31,65%), pretos (4,56%), amarelos (1,23%) e indígenas (0,24%). Com base nele, 67,13% das vagas destinadas aos cotistas seriam ocupadas por candidatos que se declararam negros, pardos ou indígenas.



Fonte: UEMS



Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Sábado, 16 de Dezembro de 2017
Sexta, 15 de Dezembro de 2017
10:00
Receita do dia
Quinta, 14 de Dezembro de 2017
21:14
Loteria
10:00
Receita do dia
Quarta, 13 de Dezembro de 2017
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)