Cassilândia, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

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19/11/2011 08:18

Traficante Nem é transferido para presídio de MS

Uol Notícias

O ex-chefe do tráfico na favela da Rocinha Antônio Bonfim Lopes, o Nem, preso na semana passada, foi transferido neste sábado (19) para a penitenciária federal de segurança máxima de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

Também foram trasnferidos, segundo informações confirmadas ontem (18) pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, outros três integrantes da quadrilha que controlava a maior favela da zona sul do Rio de Janeiro: Anderson Rosa Mendonça, o Coelho; Varquia Garcia dos Santos, conhecido como Carré; e um criminoso identificado como Flávio.

Segundo informações do canal GloboNews, os presos deixaram o Rio pelo Aeroporto Santos Dumont, por volta das 8h30, transportados em um avião da Polícia Federal.

O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) autorizou a transferência após avaliar qual dos quatro presídios federais seria o mais adequado para receber os criminosos --que pertencem à facção Amigo dos Amigos (ADA) --, além de aspectos logísticos, tais como número de vagas e sistema de transporte.

Os quatro detentos viajarão a Campo Grande em um avião da Polícia Federal, de acordo com o documento assinado pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Manoel Rebêlo dos Santos.

Durante a semana, especulou-se que Nem e seus aliados seriam transferidos para o presídio federal em Mossoró, no Rio Grande do Norte. No entanto, o corregedor da penitenciária, Walter Nunes da Silva Júnior, afirmou ao UOL Notícias que o Depen ainda estava analisando qual seria o melhor destino.

Segundo ele, a Justiça Federal não julga adequada a transferência de vários criminosos da mesma facção para um mesmo presídio. Dessa forma, os outros traficantes da quadrilha que dominava a Rocinha presos durante o processo de ocupação policial, tais como Sandro Luís de Paula Amorim, o Peixe, e Paulo Roberto de Lima da Luz, o Paulinho, podem não ter o mesmo destino de Nem.

\"Em tese, não se pode colocar todos juntos. Não seria razoável levar todos para o mesmo presídio considerando que são criminosos com alto grau de periculosidade\", disse. Há quatro penitenciárias federais no Brasil: além das situadas em Campo Grande (MS) e Mossoró (RN), existem a de Catanduvas (PR), e a de Porto Velho (RO). O regime adotado em tais presídios é o de total confinamento por 22 horas diárias.

Preso em porta-malas
O traficante Antônio Bonfim Lopes, ex-chefe da Rocinha, foi preso no início da madrugada do último dia 10 ao tentar fugir da favela dentro do porta-malas de um Corolla preto. Desde então, ele está preso em Bangu 1, no complexo penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro

De acordo com o líder da operação que resultou na prisão do traficante, o tenente da PM Ronald Cadar, foram apreendidos no carro de Nem 50.500 euros e R$ 59.900. Na operação realizada pelo Batalhão de Choque e pela Polícia Federal no dia anterior, haviam sido apreendidos R$ 121.899 e 155 euros na Rocinha.

A prisão aconteceu quando o carro em que ele estava foi parado durante operação do Batalhão de Choque, na Lagoa Rodrigo de Freitas, próximo ao Clube Naval, na zona sul do Rio. Os policiais desconfiaram de um veículo, inicialmente identificado como pertencente ao consulado do Congo, e informaram ao motorista que o carro seria revistado. O suposto funcionário do consulado, aparentando nervosismo, negou a revista alegando imunidade.

Os agentes, que faziam uma blitz na região e já haviam parado vários carros, disseram que iriam acompanhar o veículo até a sede da PF. No caminho, o motorista do Corolla parou o veículo e ofereceu dinheiro aos PMs em troca da liberação, mas o suborno ficou só na tentativa. A oferta começou com R$ 30 mil e chegou até a R$ 1 milhão.

Policias Federais foram chamados e, ao abrirem o porta-malas, encontraram Nem. O veículo foi escoltado por terra e também pelo ar, por um helicóptero da polícia, até a sede da Superintendência da Polícia Federal, no Rio, para onde o traficante foi levado.

Além de Nem e do motorista, estava no carro também um homem que se identificou como advogado durante a abordagem policial. Em nota, o consulado da República do Congo negou que o homem que estava no carro no qual Nem foi encontrado tenha qualquer vínculo com a representação diplomática daquele país.

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