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04/05/2015 14:55

Tome, que o filho é seu!

Rosemeire Farias (*)
LEGENDA: ROSEMEIRE FARIAS. – FOTO: DIVULGAÇÃOLEGENDA: ROSEMEIRE FARIAS. – FOTO: DIVULGAÇÃO

O título que escolhi para este texto é fruto de muita reflexão, discussão e observação acerca da realidade das nossas escolas, em especial das escolas públicas. Durante anos de docência e estudo sobre a educação em diferentes níveis, principalmente na Educação Básica, ouvi várias experiências de estagiários, professores, coordenadores e diretores. Reiteradas vezes, deparei-me com depoimentos iguais a este: “A mãe chegou à escola, olhou para a professora e disse – não sei mais o que fazer com esse menino, ele não tem jeito, tome conta dele, professora, eu lavo as minhas mãos”.

Um caso como esse sempre me levou e me leva a pensar sobre as seguintes questões: será que as famílias sabem a grande importância do envolvimento delas no processo de aprendizagem dos filhos? Por que as famílias estão cada vez mais transferindo a responsabilidade para a escola?

A educação vem de casa. Esta frase já virou chavão, mas parece que é dita em vão.

Pensar sobre essas questões nos obriga a pensar sobre o papel da família e da escola na aprendizagem, sobre como é importante que todos trabalhem juntos para garantir que a criança tenha condições de aprender e que tenha uma educação de qualidade.

A participação dos pais na aprendizagem escolar é necessária e fundamental. A família precisa ser cúmplice da escola, ou seja, precisa auxiliar e dar condições para que a escola possa fazer o seu trabalho. Uma família em que os pais se preocupam em saber como os filhos estão na escola, que participam das reuniões com o intuito de contribuir para que o processo de aprendizagem do filho seja o melhor possível, que auxiliam a criança no momento de fazer as tarefas e que demonstram interesse pela vida escolar dos seus filhos, é claro que tem um papel ativo e significativo no processo de aprendizagem e isso é deveras importante para o sucesso do aluno na escola e na sua vida.

Jogar o filho na escola e deixá-lo lá horas após a saída, não se preocupando com a criança nem com a escola que, muitas vezes, precisa arrumar uma alternativa para resolver essa situação desagradável, pois não pode deixar a criança na rua, é óbvio que essa negligência traz consequências sérias para a aprendizagem e a educação das crianças. As pessoas se comportam na sociedade tal como se comportam dentro dos seus lares, quem cresce vendo maus exemplos, a tendência é repeti-los. Então, podemos dizer que é no berço que a criança começa a entender e a aprender as relações interpessoais.

São vários os motivos que levam os pais a colocarem seu filho cada vez mais cedo na escola. O grande problema disso é que muitos delegam o papel de primeiro educador ao professor, à escola.

É preciso que fique claro: professor não é o substituto dos pais, não é a babá. Cada um (pai e escola) deve fazer a sua parte e trabalhar unidos, sem esquecer que educar é um processo sério e fundamental para que tenhamos pessoas equilibradas e cidadãos críticos e conscientes, que sabem defender os seus direitos e cumprir com os seus deveres, sendo ativos na nossa sociedade, com humanidade e respeito. Como já disse Paulo Freire: “Educar-se é impregnar de sentido cada momento da vida, cada ato cotidiano”.

(*) Professora da Anhanguera-Uniderp. Graduada em Letras, Direito e Pedagogia, especialista em Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa, especialista em Direito Público, mestra em Linguística e doutoranda em Educação.

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