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15/06/2009 09:19

Ter câncer na infância é um fator de risco

Agência Notisa

Estudo analisou dados de 47.697 crianças e adolescentes que tiveram um primeiro caso de câncer até os 20 anos de idade entre 1943 e 2005.


Pessoas que tiveram câncer na infância têm um risco alto e persistente de vir a ter um novo caso primário da doença ao longo da vida, concluiu estudo publicado no Journal of the National Cancer Institute. Segundo comunicado à imprensa divulgado pelo periódico científico, estudos anteriores já haviam identificado um risco mais alto de recorrência entre estes indivíduos, mas até então o acompanhamento feito se restringia a poucas décadas, e a incidência de um novo câncer em longo prazo raramente havia sido investigada.



O estudo recém-publicado, por sua vez, analisou a incidência de um segundo câncer primário entre pacientes que tiveram um primeiro caso na infância entre 1943 e 2005 com base em dados que cobrem todas as fases da vida de um indivíduo – no caso, do nascimento aos 79 anos de idade.



De acordo com o artigo, foram avaliadas informações de 47.697 crianças e adolescentes, com idade entre 0 e 19 anos, que tiveram um tipo de câncer até os 20 anos com base nos registros das doenças disponíveis na Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia. Além de acompanhar as eventuais recorrências da doença, a pesquisa comparou o padrão de risco específico por idade dos sobreviventes àquele identificado na população em geral, utilizando as taxas de incidência padronizada nacionais por sexo em cada país.



Os resultados mostraram que 1.088 pessoas apresentaram um total de 1.180 novos casos de câncer primário – o que resultou em um risco relativo estatisticamente significativo em todos os grupos de idade, sendo o cérebro o local mais comumente afetado ao longo da vida. Os pesquisadores identificaram, ainda, que este risco foi mais alto entre os homens se comparados às mulheres. Além disso, as taxas de incidência vinculadas à idade foram maiores nos pacientes que receberam quimioterapia múltipla intensiva entre 1975 e 2005.



“Este estudo quantificou os padrões temporais em longo prazo do risco elevado de câncer em locais específicos entre sobreviventes de um câncer na infância. Os resultados podem ser úteis no rastreamento e no tratamento destes indivíduos”, escrevem no artigo Jørgen Olsen, do instituto de epidemiologia oncológica da Danish Cancer Society (Copenhague, Dinamarca) e colegas, responsáveis pelo estudo.



Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)








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