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02/10/2005 07:11

"Tentação foi maior", diz juiz acusado de vender jogos

Humberto Marques/Campo Grande News

“Com as dívidas aumentando e sem onde levantar dinheiro, eu achei que não deveria vender a casa ou o carro para conseguir resolver o problema. E como eu precisava entrar em 2005 com o SPC e o Serasa limpos para ser aceito pela Federação Paulista de Futebol, lembrei de um tal de Vanderlei, que desde setembro vinha me oferecendo o negócio e, com certeza, também para outros árbitros que pudessem aceitar”. A fala é do árbitro Edílson Pereira de Carvalho, em entrevista ao jornal paulista Vale Paraibano, ao justificar os motivos que o levaram a se envolver no “escândalo do apito” – ação onde árbitros brasileiros “vendiam” resultados de jogos de futebol, para beneficiar participantes de bolsas de apostas ilegais da internet.

Ao jornal, Carvalho confirmou que o esquema teve início no Campeonato Paulista, com jogo entre Corinthians e Guarani. O árbitro alega que a vitória corinthiana foi normal. “Mas, depois, o dinheiro [R$ 10 mil] foi colocado na minha frente e eu não resisti. A tentação foi maior, eu peguei o dinheiro”, informou, também referendando a participação do empresário Nagib Fayed no esquema. O juiz diz estar arrependido pelo envolvimento, assim como ter acabado com sua carreira nos gramados. “Sei que a minha carreira de árbitro acabou antes dos dois anos que eu ainda teria pela frente, mas agora tenho que pensar na minha esposa, na minha filha e na minha mãe”, complementou.

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