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19/11/2004 06:12

Soja opera em defasagem de 14,5% e boi em 20%

Fernanda Mathias/Campo Grande News

A produção da soja sinaliza com aumento de até 60%, mas o lucro do produtor deve ser muito pequeno ou mesmo engolido pelo aumento de custos de produção. Cálculo da Embrapa que considera desde os custos de plantio até desgaste de maquinário, prevê investimento de R$ 1.650,00 por hectare, quando, a R$ 32,00 a saca, uma área com rendimento de 45 sacas por hectare geraria negócios de apenas R$ 1.440, o que significa prejuízo de 14,58%.
Apesar disso, o diretor da BBMF (Bolsa Brasileira de Mercadorias), Carlos Duppas, recomenda cautela em uma análise mediana, através da qual se pode chegar a R$ 399 milhões de prejuízo em 1,9 milhão de hectares plantados em Mato Grosso do Sul.
Ele afirma que é preciso considerar a quantidade de defensivos aplicados, o rendimento de cada propriedade e também que os preços podem sofrer alterações, pois existem algumas sinalizações positivas nesse sentido.
Nos últimos 15 dias o preço em Chicago (EUA) reagiu em 10%. O clima é de expectativa em relação à entrada de ferrugem nos Estados Unidos, variação de custo e produtividade.
Quando esteve em Campo Grande, no início de novembro, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, recomendou: o produtor deve plantar com o pé no freio.
Até hoje cerca de 70% da área de soja de Mato Grosso do Sul já estavam plantados, segundo a Seprotur (Secretaria de Produção e Turismo). Se por um lado no mercado de soja esteja nítido o descasamento da receita e despesa, de outro a pecuária também anda mal.
Nesta quinta-feira a arroba estava cotada a R$ 61,00 mesmo valor de 2002 e do ano passado, apesar dos fortes aumentos de custo. Duppas admite: a vida do produtor rural está complicada, considerando que os custos aumentaram pelo menos 20% nos últimos 12 meses.
No caso da carne a melhoria de preços, acredita, depende de acordos que forem feitos daqui para frente, mas o que está sendo provado é as exportações têm aumentado mas a produção continua abastecendo, ou seja, não há redução de oferta que promova o aumento de preços. Para o próximo ano a perspectiva é que fique em 20% o total de carne exportada o que não é suficiente para “contaminar” os preços do mercado interno, caso não haja aumento equivalente de consumo no País. Para haver alguma influência, afirma Dupas, seria necessário exportar pelo menos 30% da produção. O que pode trazer alguma reação de preços é reflexo do grande abate de matrizes ocorrido nos últimos dois anos. A partir de meados de julho pode haver falta de oferta de bezerros e retenção de fêmeas no pasto.

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