Cassilândia, Domingo, 27 de Maio de 2018

Últimas Notícias

28/09/2005 07:49

Sócio admite empréstimo de R$ 10 milhões para Valério

Agência Câmara

O advogado Rogério Tolentino, sócio do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, informou aos integrantes da sub-relatoria de movimentação financeira da CPMI dos Correios ter tomado um empréstimo de R$ 10 milhões no banco BMG, em 2004, a pedido do sócio. Os recursos teriam sido repassados por meio de três cheques – um, de pouco mais de R$ 6 milhões, transferido à 2S Participações, que pertence a Marcos Valério; e os outros dois, somando cerca de R$ 3,5 milhões, entregues diretamente ao empresário.
O total do empréstimo, de acordo com o advogado, foi repassado por Valério à corretora Bônus-Banval, de onde o dinheiro teria ido parar nas mãos de pessoas indicadas pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Mas nem toda a quantia foi repassada aos indicados por Delúbio e, por isso, Marcos Valério teria pedido à corretora a devolução do que sobrou. O curioso, segundo o sub-relator da CPMI, deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), é que o dinheiro voltou a Valério por meio de cheques de empresas que não tinham histórico de negócio nem com as empresas dele nem com a corretora.

Transferência para PT
Para Fruet, é preciso investigar se essas empresas não queriam, na verdade, transferir de maneira disfarçada recursos para o PT. "Se fosse só uma operação comum de empréstimo, por que a Bônus-Banval está no meio do caminho e por que o dinheiro não voltou através de recursos da própria corretora? Não foi o que aconteceu. Os recursos foram devolvidos através de cheques de uma série de empresas que não têm relação nenhuma com Marcos Valério. Essa estória é estranha e merece ser investigada."
O deputado Sílvio Torres (PSDB-SP) também levantou a suspeita de que as sete empresas que repassaram dinheiro à 2S Participações, por meio da corretora Bônus-Banval, teriam feito uma doação ao empresário para uso no esquema do "mensalão". Ele lembrou que nenhuma das companhias que repassaram o dinheiro tinha negócios com a Bônus-Banval que pudessem justificar os depósitos.

Ex-mulher de Dirceu
Rogério Tolentino admitiu ainda que comprou o apartamento da ex-mulher do deputado José Dirceu, Ângela Saragoça, a pedido do ex-presidente do Banco Popular do Brasil, Ivan Guimarães, que alegava não ter dinheiro para a operação. O imóvel, comprado em 2003 por R$ 115 mil, foi alugado em seguida para o próprio Ivan e é a atual residência da mãe dele.
O depoimento de Tolentino desmente versão apresentada por Guimarães à CPMI em agosto. À época, o ex-presidente do Banco Popular disse que não conhecia o proprietário do imóvel que alugava. O deputado Gustavo Fruet entende que essa ação de compra e venda de imóvel demonstra tráfico de influência. “Tolentino não conhecia o apartamento, não tinha imóvel em São Paulo e comprou aquele em razão da proximidade com o então chefe da Casa Civil."
O deputado Arnaldo Faria de Sá (PP-SP) sugeriu à CPMI que promova uma acareação entre Guimarães e Tolentino. "A minha história é a verdadeira”, disse o advogado.

Portugal Telecom
Tolentino acusou o ex-deputado Roberto Jefferson de ter inventado a versão de que Marcos Valério seria emissário do PT ou do governo federal em Portugal. Ele disse aos parlamentares ter acompanhado o sócio em três viagens àquele país: em novembro e dezembro de 2004, e em janeiro deste ano. Segundo ele, em Portugal Marcos Valério "conversou sobre contas da Vivo em publicidade" e também estava interessado em contratos de publicidade da Telemig Celular.


Reportagem - Ana Raquel Macedo
Edição - Rejane Oliveira


Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Domingo, 27 de Maio de 2018
Sábado, 26 de Maio de 2018
14:57
Cassilândia
10:00
Receita do dia
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)