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28/09/2005 07:49

Sócio admite empréstimo de R$ 10 milhões para Valério

Agência Câmara

O advogado Rogério Tolentino, sócio do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, informou aos integrantes da sub-relatoria de movimentação financeira da CPMI dos Correios ter tomado um empréstimo de R$ 10 milhões no banco BMG, em 2004, a pedido do sócio. Os recursos teriam sido repassados por meio de três cheques – um, de pouco mais de R$ 6 milhões, transferido à 2S Participações, que pertence a Marcos Valério; e os outros dois, somando cerca de R$ 3,5 milhões, entregues diretamente ao empresário.
O total do empréstimo, de acordo com o advogado, foi repassado por Valério à corretora Bônus-Banval, de onde o dinheiro teria ido parar nas mãos de pessoas indicadas pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Mas nem toda a quantia foi repassada aos indicados por Delúbio e, por isso, Marcos Valério teria pedido à corretora a devolução do que sobrou. O curioso, segundo o sub-relator da CPMI, deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), é que o dinheiro voltou a Valério por meio de cheques de empresas que não tinham histórico de negócio nem com as empresas dele nem com a corretora.

Transferência para PT
Para Fruet, é preciso investigar se essas empresas não queriam, na verdade, transferir de maneira disfarçada recursos para o PT. "Se fosse só uma operação comum de empréstimo, por que a Bônus-Banval está no meio do caminho e por que o dinheiro não voltou através de recursos da própria corretora? Não foi o que aconteceu. Os recursos foram devolvidos através de cheques de uma série de empresas que não têm relação nenhuma com Marcos Valério. Essa estória é estranha e merece ser investigada."
O deputado Sílvio Torres (PSDB-SP) também levantou a suspeita de que as sete empresas que repassaram dinheiro à 2S Participações, por meio da corretora Bônus-Banval, teriam feito uma doação ao empresário para uso no esquema do "mensalão". Ele lembrou que nenhuma das companhias que repassaram o dinheiro tinha negócios com a Bônus-Banval que pudessem justificar os depósitos.

Ex-mulher de Dirceu
Rogério Tolentino admitiu ainda que comprou o apartamento da ex-mulher do deputado José Dirceu, Ângela Saragoça, a pedido do ex-presidente do Banco Popular do Brasil, Ivan Guimarães, que alegava não ter dinheiro para a operação. O imóvel, comprado em 2003 por R$ 115 mil, foi alugado em seguida para o próprio Ivan e é a atual residência da mãe dele.
O depoimento de Tolentino desmente versão apresentada por Guimarães à CPMI em agosto. À época, o ex-presidente do Banco Popular disse que não conhecia o proprietário do imóvel que alugava. O deputado Gustavo Fruet entende que essa ação de compra e venda de imóvel demonstra tráfico de influência. “Tolentino não conhecia o apartamento, não tinha imóvel em São Paulo e comprou aquele em razão da proximidade com o então chefe da Casa Civil."
O deputado Arnaldo Faria de Sá (PP-SP) sugeriu à CPMI que promova uma acareação entre Guimarães e Tolentino. "A minha história é a verdadeira”, disse o advogado.

Portugal Telecom
Tolentino acusou o ex-deputado Roberto Jefferson de ter inventado a versão de que Marcos Valério seria emissário do PT ou do governo federal em Portugal. Ele disse aos parlamentares ter acompanhado o sócio em três viagens àquele país: em novembro e dezembro de 2004, e em janeiro deste ano. Segundo ele, em Portugal Marcos Valério "conversou sobre contas da Vivo em publicidade" e também estava interessado em contratos de publicidade da Telemig Celular.


Reportagem - Ana Raquel Macedo
Edição - Rejane Oliveira


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