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11/12/2009 13:59

Sobrinho de promotora é indiciado por acidente de Rayssa

Campo Grande News/ Aline Queiroz

O sobrinho da promotora de Justiça Regina Broch, Marcelo Olendzki Broch, foi indiciado pelo acidente que deixou gravemente ferida a filha do superintendente da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Walter Favaro, Rayssa Favaro.

Ele responderá por lesão corporal dolosa grave em relação à Rayssa e lesão corporal dolosa leve contra o primo, à época com 16 anos, que estava no veículo Honda Civic dirigido por Marcelo e também ficou ferido.

O acidente ocorreu dia 21 de abril, no cruzamento da Avenida Mato Grosso e Rua Bahia, em Campo Grande, e o inquérito policial feito pelo 1º DP (Distrito Policial) da Capital foi concluído hoje.

Segundo a Polícia Civil, Marcelo também responderá por deixar de prestar socorro às vítimas e porque não tinha CNH (Carteira Nacional de Habitação).

A investigação aponta que houve dolo eventual, ou seja, Marcelo assumiu o risco pelo acidente.

Testemunhas ouvidas no inquérito policial revelam que Marcelo consumiu bebida alcoólica antes de dirigir o veículo Honda Civic da promotora, que colidiu contra o Fiat Uno conduzido por Rayssa.

Laudo pericial revela que Marcelo estava em velocidade superior a 103 quilômetros por hora pela Avenida Mato Grosso, via onde o máximo permitido é 60 quilômetros por hora. Rayssa estava a 40 quilômetros por hora no momento do acidente.

Outro fator que demonstra o dolo é o fato de Marcelo não possuir CNH.

À época do acidente, restaram dúvidas em relação ao semáforo existente no cruzamento. Algumas testemunhas afirmaram que o sinal estava aberto para motoristas que estavam na Rua Bahia e outros disseram que a passagem estava livre para condutores da Avenida Mato Grosso.

Conforme a Polícia, um dos laudos periciais solicitados indicam que na velocidade em que Marcelo dirigia o Honda Civic só poderia parar o carro caso existissem 95 metros e, no entanto, do local onde deveria ter parado até o ponto de impacto havia apenas 20 metros.

Quem dirigia o carro - Testemunhas chegaram a apontar que o filho da promotora conduzia o Honda Civic. Entretanto, laudos periciais revelam que do Civic apenas o passageiro teve ferimentos e, no caso, o primo se feriu. O filho da promotora terá o nome preservado porque é menor de idade.

Uma testemunha assegura ter visto o filho da promotora dirigir o carro por volta de 4 horas e o acidente ocorreu às 5h40.

Permissão - A promotora Regina Broch chegou a afirmar que o sobrinho pegou o carro sem autorização, depois de ter sido levado para a casa dela, juntamente com Marcelo, de um baile no Clube Estoril.

Entretanto, as investigações não comprovam a declaração da promotora, que chegou a registrar boletim de ocorrência para investigar suposto furto do carro.

O porteiro do prédio onde ela mora revela que o Honda Civic não ficou na garagem desde a meia noite até às 4 horas do dia 21 de abril.

Às 4h30, os garotos voltaram ao prédio para buscar algum objeto e saíram na sequência. O processo de furto contra Marcelo foi arquivado.

Inquérito - Durante quase sete meses de investigação, feita pelo 1º DP (Distrito Policial), 18 pessoas prestaram depoimento. São funcionários de prédios e estabelecimentos perto do local do acidente, o porteiro do apartamento onde mora a promotora e o segurança do clube onde Marcelo estava com o primo.

Responsabilidade - Pela lei orgânica do MPE, a Polícia Civil não pode indiciar a promotora. Cabe ao procurador-geral, Miguel Vieira da Silva, apurar se a promotora tem responsabilidade neste caso.

Rayssa - À época com 19 anos, Rayssa Favaro ficou meses internada na Santa Casa de Campo Grande.

Ela faz tratamento para recuperar os movimentos.

Rayssa está em uma cadeira de rodas e ainda tem dificuldade para falar.

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