Cassilândia, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

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11/08/2007 19:54

Sob forte escolta, chega à Capital traficante colombiano

Marta Ferreira e Paulo Fernandes/Campo Grande News

Sob forte esquema de segurança, foi transferido para Campo Grande na tarde deste sábado o traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia, que foi preso na terça-feira (7 de agosto) por policiais federais em São Paulo. Abadia deve ficar em Campo Grande até ser extraditado para os Estados Unidos, país onde é procurado como um dos maiores traficantes do mundo e que chegou a oferecer uma recompensa de US$ 5 milhões a quem capturasse o criminoso.

O traficante, também conhecido como Chupeta, saiu da sede da PF, na Zona Oeste de São Paulo, na tarde deste sábado escoltado por um comboio de cinco carros e embarcou na Base Aérea de Cumbica, em um jatinho da corporação, de prefixo PR-DPF.

Em Campo Grande, desembarcou, de cabeça baixa, na Base Aérea e seguiu para a penitenciária federal também sob um forte esquema de escolta, com quatro viaturas e 26 agentes penitenciários federais, além da Polícia Federal. Ao todo são cerca de 35 homens entre policiais e agentes. A vaga de Abadia no presídio foi disponibilizada rapidamente pelo Depen (Departamento Nacional do Sistema Penitenciário) e a transferência autorizada na sexta-feira pelo juiz-corregedor Odilon de Oliveira, de Campo Grande.

A transferência do criminoso foi solicitada principalmente pelo temor que a polícia tem de uma tentativa de resgate e foi providenciada tão logo acabou o interrogatório do colombiano, na sede da PF. Outra a alegação para trazer o preso para Campo Grande é que o prédio da Polícia Federal é um local de passagem e não pode abrigar detentos por muito tempo.

Foram cogitados três locais para que o traficante fosse levado, a penitenciária federal de Campo Grande, a de Catanduvas, no Paraná, e a penitenciária estadual de segurança máxima de Presidente Bernardes, em SP. Campo Grande teria sido escolhida por ser federal, ter um controle mais rígido e por estar na jurisdição de São Paulo, em relação às ações na esfera federal do Poder Judiciário.

Vida de rico - Abadia tinha um forte esquema de apoio as suas atividades ilegais no Brasil, onde vivia como milionário, em um condomînio de luxo em Aldeia da Serra, município da Grande São Paulo.

As investigações da Polícia Federal descobriram, na sexta-feira, uma fortuna enterrada em uma casa de Campinas, atribuída ao traficante. Foi encontrado no local o equivalente a R$ 3 milhões em dólares e euros. O dono da casa, um colombiano, recebia R$ 7 mil por mês só para guardar o “tesouro”. A patrimônio de Abadia, tido como chefe de um dos cartéis do tráfico em atuação na Colômbia, é estimado US$ 1,8 bilhão.

No presídio federal de Campo Grande, ele ficará numa cela individual, regra na prisão, e durante dez dias não poderá receber visita nem tomar banho de sol. Também como regra, deverá ter o cabelo raspado e a barba feira, por motivo de higiene e segurança. Os procedimentos são o mesmo que foram adotados com o agora colega de presídio Luis Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, considerado um dos mais perigosos criminosos brasileiros, com atuação no tráfico e lavagem de dinheiro na fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai.

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