Cassilândia, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

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14/08/2006 13:50

Só 5 das 17 barreiras contra aftosa permanecem ativas

Fernanda Mathias / Campo Grande News

Somente 5 das 17 barreiars montadas emergencialmente em outubro do ano passado, quando foram confirmados focos de febre aftosa no Conesul do Estado, permanecem ativas. A informação consta em reportagem publicada ontem pelo jornal Estadão, abordando a precariedade do combate à doença. Dos cinco postos ativos, dois não teriam sequer energia elétrica e estariam funcionando em estruturas precárias, quando têm função estratégica. Somente dois agentes estariam atuando em cada barreira e estariam usando lampiões e lanternas para verificar os veículos e só estariam atuando até o início da noite, por falta de segurança."É quando entra o boi do Paraguai', alerta o presidente do Sindicato Rural de Iguatemi, José Roberto Felippe Arcoverde.

A reportagem lembra a motivação histórica para o contrabando: valor de 30% a 40% mais barato pela arroba no Paraguai e que pela importância do produto a questão não é conduzida com todo cuidado necessário.
O Brasil lidera as exportações mundiais de carne bovina, um negócio que movimenta cerca de US$ 3,5 bilhões por ano. Lembra, ainda, que a adtosa atingiu em cheio as exportações brasileiras, causou a interdição de centenas de propriedades em cinco municípios e levou ao sacrifício de 34 mil cabeças de gado, provocando o fechamento de 16 frigoríficos e deixando milhares de pessoas sem emprego. No Estado a redução de remessas ao mercado externo foi de 80%.

Na quinta-feira, a reportagem do Estado percorreu mais de 50 quilômetros da linha internacional, na divisa com a região interditada dos municípios de Japorã e Novo Mundo, e flagrou uma boiada solta na estrada e sem qualquer fiscalização. “Não se viu nem sinal da presença das cinco equipes volantes criadas para percorrer a fronteira”, cita a reportagem. Ainda assim, a estrutura montada para controle é precária, com efetivos insuficientes para os territórios dos municípios fiscalizados. Funcionários dizem que a estrutura montada para controle da doença já foi drasticamente reduzida. Esta semana o Ministério da Agricultura revela novos resultados de sorologia que mostrarão se a doença permanece ou não no Estado.

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