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04/05/2004 06:10

Sistema de rastreabilidade deve mudar, conclui Famasul

Leonardo Lani/Campo Grande News

Os participantes do fórum de discussão da instrução normativa que definiu as regras para a rastreabilidade, promovido hoje pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), concluiu que as novas normas prejudicam a atividade pecuária do país e precisam ser revistas pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.
O evento contou com a presença de cerca de 200 pessoas, entre presidentes de sindicatos rurais de quase todo Estado, produtores, profissionais e autoridades do setor. A Confederação Nacional da Agricultura foi representada pelo assessor técnico do Fórum Permanente da Pecuária de Corte, Paulo Sérgio Mustefaga. A partir do Fórum, foi formada uma comissão para discutir item por item e redigir um documento reivindicando mudanças no Sisbov (Sistema de Identificação de Bovinos e Bubalinos).
As propostas de mudanças serão encaminhadas pela Comissão Permanente de Pecuária de Corte ao Mapa após discussão com outros Estados da federação. As reuniões de Goiás e Mato Grosso já estão agendadas para os próximos dias.
O diretor secretário da Famasul, Ademar da Silva Júnior, que dirigiu a reunião, disse que entre os itens listados destacam-se a exigência do DIA (Documento de Identificação Animal) para o trânsito de animais - a sugestão é que a emissão da GTA (Guia de Trânsito de Animal) não seja vinculada ao documento. Esse DIA deverá ser apresentado no frigorífico, e não no transporte, como foi colocado na norma, pois, segundo a comissão, essa prática inviabiliza a comercialização.
A entrega do "anexo três" também foi muito questionada. O documento deve conter o número de cada animal que é transportado em um caminhão. Para que isso aconteça, explicam, o animal que está pronto para abate tem que passar pelo sistema de manejo dentro da propriedade por várias vezes, esse processo levaria mais de uma dia, causando estresse e conseqüente perda de peso.
Outro aspecto da instrução normativa que a comissão pede revisão é quanto a dupla identificação do animal – os produtores querem que a segunda identificação seja facultativa, podendo ser brinco ou marca fogo, de acordo com a marca e número da propriedade. Além de outros itens, os prazos que são exigidos para o produtor rural se adequar ao Sisbov também foram debatidos. Eles foram considerados muito rigorosos, em especial o prazo para o gado que vai para leilão e o gado de elite para exposição.


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