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14/04/2006 08:17

Simpósio conclui que país precisa de mais laboratórios

Olga Bardawil/ABr

Fortaleza - O Brasil precisa fortalecer a ampliar a sua rede de laboratórios para poder controlar melhor os resíduos de agrotóxicos presentes nos alimentos que a população consome. Essa é uma das conclusões do Simpósio Brasileiro sobre Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, promovido pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), em Fortaleza.

Segundo o gerente geral de Toxicologia da Anvisa, Luis Carlos Meirelles, "analisar agrotóxico custa caro e é extremamente complexo". Apenas três laboratórios estão capacitados para a análise de resíduos de agrotóxicos em alimentos em todo o território nacional: o Instituto Adolpho Lutz em São Paulo, o Lacen, de Curitiba e a Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte. Essas unidades têm que analisar mais de 350 diferentes agrotóxicos no mercado.

"Precisamos estruturar, melhorar essa rede, fortalecer, aumentar o quantitativo de agrotóxico que hoje é monitorado para que se possa ter mais segurança em relação à informação de presença ou não da contaminação daqueles alimentos amostrados", explica.

Outro desafio segundo Meirelles é ampliar o número de amostras, já que a amostragem do Brasil ainda é bem pequena, de acordo com a base populacional preconizada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

De acordo com Meirelles, para isso é preciso "mais recursos, pessoal qualificado em laboratórios, equipamentos de laboratório de ponta sofisticados, programas de treinamento e capacitação". A outra questão levantada no simpósio foi a orientação do consumidor sobre as exigências que podem ser feitas.

"Isso é importante para que se possa cobrar mais do sistema produtivo brasileiro, para que se usem produtos de baixa toxicidade, e se aumente a produção de alimentos orgânicos no Brasil. São formas também efetivas de se reduzir a contaminação dos alimentos por agrotóxicos".

Meirelles lembra que apesar de todas as dificuldades o Programa de Analise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para) obteve avanços. "Pode parecer pouco, mas pelo menos conseguimos rastrear em alguns estados os produtos que foram monitorados, o que antes não acontecia. Isso permite que retornemos à fonte de contaminação, para verificar o que houve em termos de abuso do produto", explica.

Luis Carlos .Meirelles disse ainda que no Simpósio foi proposto que o Ministério Publico "junto com outras entidades responsáveis pelo controle social se associem mais ou organizem até mesmo um seminário ainda este ano para discutir questões relevantes da atuação da sociedade frente ao problema da contaminação dos agrotóxicos".

"Uma ação que nós consideramos importante neste momento é o desenvolvimento, em conjunto com o Instituto de Defesa do Consumidor, de uma cartilha para orientar o consumidor quanto à forma de evitar exposição à contaminação".

Ele acha que também é fundamental que o consumidor atue para que os governos estaduais mantenham programas como PARA como forma de "garantir a qualidade dos alimentos que são adquiridos nos supermercados e no setor varejista em geral".

O Simpósio Brasileiro sobre Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos terminou ontem com um saldo que segundo Luis Carlos Meirelles foi muito positivo porque "permitiu uma discussão bastante abrangente sobre os riscos associados a essa contaminação e vai permitir uma ação mais efetiva dos diferentes setores envolvidos para melhorar a qualidade dos alimentos em relação á presença de agrotóxicos.

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