Cassilândia, Quarta-feira, 17 de Julho de 2019

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22/01/2019 07:40

Simone Tebet confirma disputa para presidência do Senado

Correio do Estado

 

A senadora Simone Tebet (MS), líder do MDB no Senado, foi a Brasília nesta segunda-feira (21) para comunicar ao presidente da legenda, Romero Jucá, que disputará a indicação do partido à presidência da Casa com Renan Calheiros (AL).

Ela marcou reunião da bancada para o próximo dia 29, quando os 12 senadores decidem quem representará o MDB na disputa.

Simone ressalta o papel do Senado Federal neste momento de transição, quando serão encaminhados ao Congresso projetos determinantes para o futuro do País, como a pauta econômica e outras medidas que visam a retomada do crescimento e o combate à violência.

“Coloco minha candidatura em defesa da independência e da autonomia do Senado, que será a ponte de travessia para todas as saídas econômicas, sociais, regionais e políticas para o País. Além disso, devemos absorver o recado das urnas, que clamou por renovação na política e, consequentemente, no Senado”, disse, por meio de sua assessoria.

No texto, a senadora ainda ressaltou que é preciso atuar ouvindo as ruas e se adequar aos ventos das urnas. “É um novo tempo, são novos ventos. É hora de olhar para a frente e nos reinventarmos, sob pena de sucumbirmos. Há um clamor por renovação. Por isso, coloco a minha candidatura na bancada”, disse.

Em novembro, Simone chegou a defender uma autocrítica do MDB. O “desabafo”, como classificou, ocorreu no evento de lançamento das novas diretrizes do partido e a divulgação do documento “O Caminho do Futuro”. “Precisamos ter humildade para reconhecer que não somos mais a saudosa sigla de que tanto nos orgulhamos. Não é mais assim que o povo nos enxerga“, disse.

Em relação ao Senado, Simone defende que a Casa retome o protagonismo, indo ao encontro dos interesses da sociedade, por meio da conciliação, do diálogo, da moderação. “Sabemos da importância que o Senado terá na travessia desse novo momento pelo qual o País está atravessando”, disse.

Na semana passada, a senadora anunciou, via twitter, que não concorrerá à liderança do partido, dando sinal de sua decisão em disputar a presidência da Casa.

DISPUTA

O plano B do MDB com relação a disputa da presidência do Senado Federal, pode ser colocado em prática em breve. Com uma campanha “anti-Renan” Calheiros (AL) entre os políticos da Casa de Leis e também nas redes sociais, o senador talvez não consiga ser o candidato a presidente. Com isso, é possível que a senadora por Mato Grosso do Sul, Simone Tebet, seja a candidata emedebista.

Tebet já tinha revelado ser o plano B do partido e também um terceiro plano da sigla para a disputa da presidência, mas sem revelar quem é. Como o MDB elegeu a maior bancada de senadores -13 no total-, a legenda não abre mão da cadeira de presidente.

A senadora é líder do partido no Senado - Simone é a primeira mulher a liderar a maior bancada da Casa - e já anunciou não ter intenção de concorrer a liderança novamente, abrindo espaço ao senador Dário Berger (SC), que colocou seu nome à disposição para o cargo.

Após ter sido reeleito, Calheiros colocou o nome na disputa pela presidência. Mas isso não agradou os defensores que querem acabar com a “velha política”.

O movimento contra a candidatura de Renan está crescendo nas redes sociais. Um exemplo é o Movimento Brasil Livre (MBL) ter lançado vaquinha virtual para arrecadar R$ 30 mil com intenção de manifestações contra a candidatura dele. Até o momento, foram arrecadados R$ 19.318,63, ou seja, 64% da meta.

Paralelo a isso, o MBL protocolou ação popular no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido de liminar para impedir a candidatura de Renan. O argumento usado é de que a eleição do senador vai contra o princípio da moralidade pública, pois ele é alvo de inquéritos no STF por corrupção , lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Renan Calheiros tem visto de perto crescer a disputa pela presidência do Senado. De acordo com o jornal 'O Estado de S. Paulo', Tasso Jereissati (PSDB-CE) tem a pretensão de firmar acordo tácito com a base aliada para derrotá-lo, mesmo que em uma votação apertada e secreta. Tasso tem apoio da bancada do PSL. Assim como Renan, o tucano não se colocou oficialmente como candidato, mas busca líderes de outros partidos para avaliar suas chances de vitória.

No Twitter, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), aliada do governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e próxima do presidente, Jair Bolsonaro (PSL), chamou Renan de “coroné do Senado”. No mesmo post, ela disse esperar que Renan seja mandado “para a cadeia” e disse que ele a bloqueou na rede social.
Por sua vez, Calheiros publicou no Twitter dizendo: “Ainda sem ser candidato, sobre eleição no Senado: bato mais facilmente continência para um major da polícia, do que para um coronel da política como Tasso”.

Se enfrenta dificuldades para atrair aliados de Bolsonaro, como o MBL, Renan tem apoios assegurados por colegas do seu MDB, passando pelo PT ao PSD, que deve dar cinco de seus oito votos ao alagoano. Mas, por receio de que a candidatura de Renan sofra algum abalo até fevereiro, o MDB vai manter a senadora Simone Tebet (MDB-MS) como “plano B” até às vésperas da eleição.

Segundo o jornal Valor Econômico, o MDB se reúne dia 29 deste mês para definir o candidato do partido. O escolhido precisa conquistar no mínimo, 41 votos dos 81 senadores, para assumir a cadeira de presidente.

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