Cassilândia, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

Últimas Notícias

14/11/2015 18:17

Silenciosa, diabetes atinge 7,7% da população, que ignora atendimento

Flávia Lima, Campo Grande News

Dados do Vigitel 2014 , pesquisa telefônica realizada pelo Ministério da Saúde, apontam que 7,7% da população campograndense recebeu diagnóstico de diabetes ano passado. No total, 21.146 pacientes diagnosticados tem cadastro na rede municipal de Saúde e recebem tratamento através do SUS.

A doença, segundo Ministério da Saúde, atinge 14 milhões de brasileiros, sendo que 500 novos casos são descobertos por dia. No mundo, o número é de 400 milhões, conforme dados da Federação Internacional de Diabetes.

O acompanhamento médico é primordial para o portador da doença, que é responsável entre 40% a 70% das amputações não traumáticas de membros inferiores, segundo o Ministério da Saúde.

E é essa conscientização que profissionais da saúde buscaram desenvolver na população, durante a semana, através de ações alusivas ao Dia Mundial do Diabetes, que acontece neste sábado (14).

As palestras e exames que podem ser feitos diariamente nas unidades básicas e da família da Capital, tem o objetivo de chamar a atenção, principalmente quanto à prevenção e tratamento adequados para evitar complicações mais severas, garantindo uma qualidade de vida ao paciente.

A intenção das atividades é trabalhar a divulgação de ações e informações que possam tornar mais saudável a vida da pessoa com diabetes. Para os anos de 2014 a 2016 o tema Vida Saudável e Diabetes foi escolhido pela IDF (Federação Internacional de Diabetes (IDF) em conjunto com a OMS (Organização Mundial da Saúde) para destacar as preocupações sobre os crescentes números de diagnóstico no mundo.

Segundo a Gerente Técnica do Programa de Saúde em Doenças Crônicas Não Transmissíveis da Sesau, Gabriela Dorn, em pelo menos 35 unidades de saúde é possível realizar o diagnóstico e se cadastrar para ter um acompanhamento.

Em muitas dessas UBs existem grupos que passam orientação e desenvolvem atividades, pelo menos uma vez na semana, para os pacientes, que periodicamente são atendidos por campanhas.

Nessas unidades é possível ser atendido com testes de glicemia, orientações de tratamento, avaliação do pé diabético, aferição de pressão e palestras.

Além disso, o paciente passa por consultas com endocrinologistas, nutricionistas e recebe medicamentos e, em casos de complicações em decorrência da doença, são encaminhados a outras especialidades, como cardiologistas. Palmilhas que tem o propósito de prevenir amputações, também são oferecidas, já que o organismo do diabético tem dificuldade em cicatrizar ferimentos, o que, em alguns casos, pode levar a amputação.

Quem realiza o cadastro em alguma unidade de saúde, também é atendido por serviços como pressão arterial, processo importante para diagnóstico da hipertensão e exame de glicemia capilar, que consiste na retirada de uma gota de sangue da ponta do dedo para avaliar a quantidade de açúcar no organismo, o que ajuda a descobrir sinais do diabetes ou no monitoramento da doença.

Por acaso - Foi justamente esse exame que diagnosticou, há 20 anos, o diabetes da dona de casa Lindalva Toledo, que descobriu a doença, por acaso, em uma campanha semelhante a realizada pela rede municipal esta semana. “Fui levar minha filha recém-nascida para tomar uma vacina no posto e estavam coletando sangue para o exame. Por curiosidade eu fiz e constataram a doença”, conta.

Ela não nega que desde a descoberta seu estilo de vida mudou radicalmente, mas ela garante que, com o acompanhamento e tratamento adequados, é possível conviver com o diabetes. “Adotei uma dieta e comecei a tomar comprimidos, mas acabei tendo que usar insulina também, mas sempre mantive minha rotina”, ressalta.

No entanto, apesar de todos os cuidados, a falta de um diagnóstico correto quanto a retinopatia diabética, doença que pode levar a cegueira, acabou causando danos à visão de Lindalva, que hoje luta na Justiça para obter três aplicações de uma injeção que pode salvar uma de suas retinas e amenizar o problema, que já tomou conta da outra.

Como cada aplicação custa R$ 5 mil, ela precisou recorrer a Defensoria Pública, que já deu ganho de causa à dona de casa, obrigando a rede municipal a providenciar a medicação. “Eles tem até dia 5 de dezembro para providenciar as injeções”, revela.

Após as aplicações, ela ainda terá que passar por cirurgia. A retinopatia não apresenta sintomas em sua fase inicial, mas Lindalva conta que percebeu os primeiros sinais há pelo menos 10 anos, porém, os médicos na identificaram o problema, que é diagnosticado através de um exame chamado fundoscopia, que faz um mapeamento da retina.

Novamente foi uma campanha da rede pública que a alertou para o problema, após ela passar por vários médicos da rede particular. “Fui em uma campanha ano passado e fiz o exame com um oftalmologista, que deu o diagnóstico”, lembra.

Para Lindalva, é importante aproveitar essas ações e não ter preconceito pelo fato de os profissionais atuarem na rede pública.

“Sempre tomei todos os cuidados, fazendo exames a cada seis meses, mas falta conhecimento de alguns médicos. Uma médica chegou a dizer que não havia mais nada a ser feito. Se eu não fosse atrás de uma segunda opinião, não saberia que meu caso tem tratamento”, diz.

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
Últimas notícias
Scroller Top
Quarta, 07 de Dezembro de 2016
03:14
Loteria
Terça, 06 de Dezembro de 2016
10:00
Receita do Dia
09:00
Maternidade
Segunda, 05 de Dezembro de 2016
21:32
Loteria
13:15
Cassilândia
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)