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28/04/2008 18:23

Senador e deputado querem mudar fuso horário de MS

Paulo Fernandes/Campo Grande News

O senador Valter Pereira e o deputado federal Geraldo Resende (ambos do PMDB-MS) irão propor projetos de lei, respectivamente no Senado e na Câmara dos Deputados, que alteram o horário de Mato Grosso do Sul e que acabam com o horário de verão no Estado. “A idéia é de trabalhar com duas frentes mesmo, já que os projetos têm que passar pelas duas Casas”, afirmou Geraldo Resende.

Se uma das propostas for aprovada, Mato Grosso do Sul passará a ter o mesmo horário de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Pereira já requisitou para a consultoria do Senado um estudo sobre a proposta. Resende diz que está fazendo o mesmo estudo.

Os congressistas participaram de uma audiência pública sobre o tema nesta segunda-feira, na Câmara de Vereadores de Campo Grande. O plenarinho ficou lotado. A audiência contou com a presença do presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), Sérgio Longen, do presidente da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), Luiz Fernando Buianan, e de um representante da TV Morena (Ronaldo Bala). Todos têm interesse na mudança - no caso das emissoras de televisão em razão do impacto das mudanças na programação das emissoras provocada por uma portaria do Ministério da Justiça.

“Em Mato Grosso do Sul, o Bolsão já observa o horário de Brasília”, afirmou Valter Pereira. Segundo o senador, é preciso estudar se o melhor é adequar o horário de parte ou de todo o Mato Grosso do Sul.

A mudança de horário já tem precedente. Na última quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto de lei do senador Tião Viana (PT-AC) que altera o fuso horário do Acre, de parte do Amazonas e do Pará. A lei entra em vigor em 60 dias.

Para o comércio, a mudança pode facilitar o contato com empresários de outros estados. Nas contas do deputado estadual Pedro Teruel (PT), Mato Grosso do Sul fica quatro horas “sem sintonia com o resto do Brasil”. Ele se refere aos horários de funcionamento do comércio e de empresas em que em Brasília (DF) e São Paulo (SP) os funcionários estão almoçando, ou já saíram do trabalho, enquanto os de Mato Grosso do Sul continuam trabalhando. Ele também leva em conta o horário de entrada no trabalho. “Com essa mudança não precisará mais de horário de verão”, afirma.

O parlamentar diz que com a mudança, os sul-mato-grossenses terão mais uma hora de exposição ao sol “para tomar tereré, ter lazer e descontração”. Já o deputado estadual Junior Mochi (PMDB) afirmou que mudar o horário de Mato Grosso do Sul “é corrigir uma injustiça”.

Presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), Sérgio Longen levou um documento apoiando a mudança de horário. Esse documento será anexado á Carta de Campo Grande, a proposta resultante da audiência pública. A Fiems defende que a alteração nos relógios será importante para maior integração e interação econômica com outros estados e deu início à campanha “MS na Hora Certa”.

Já o deputado estadual Paulo Corrêa (PR) afirmou que um estudo comprova que uma hora a mais de exposição pode provocar câncer de pele, mas disse que é contra o horário de verão porque atrapalha o aprendizado das crianças. “Claro que não afeta todas, mas o vai-e-vem de horário é prejudicial”, afirmou.

Propositor da audiência pública, o vereador Athayde Nery (PPS) diz que é preciso encomendar uma pesquisa para saber a opinião da população sobre a mudança de horário, mas que nas enquetes feitas nos sites dele e da Câmara de Vereadores a mudança de horário tem sido aprovada.

NR: Em enquete realizada no programa Rotativa no Ar, da Rádio Patriarca de Cassilândia, 95% dos participantes querem o horário de Brasília para Mato Grosso do Sul.

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