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25/06/2014 10:20

Seleção segue aos trancos e barrancos, mas a língua portuguesa já perdeu a Copa

Moacir Japiassu (*)

A Seleção segue aos trancos e barrancos, mas a língua portuguesa já perdeu a Copa.
Torcedores que, à paixão pelo futebol, acrescentam o bom gosto de ler e colaborar sempre com o Jornal da ImprenÇa, escrevem para deixar aqui o seguinte registro: a Seleção Brasileira pode até ganhar a Copa, mas a língua portuguesa tem sido goleada pela ignorância qual o time de Cristiano Ronaldo na partida contra a Alemanha.

“Haja saco para aguentar repórteres, narradores e comentaristas a falar ‘por conta’ de minuto a minuto nas transmissões dos jogos!”, escreve Aristides Pires de Miranda, advogado paulistano e torcedor do Palmeiras.

“Simplesmente escoucearam para escanteio o tradicionalíssimo e corretíssimo ‘por causa’, como você e Janistraquis já estão carecas de denunciar.”

Outro leitor/colaborador, entre os mais de 40 que escreveram à coluna é Ernesto Rodriques Menezes, o qual se apresenta como ‘comerciante carioca e botafoguense’, e, como os demais, não suporta ‘por conta’ a substituir ‘por causa’; ele aproveita para também reclamar de outro lance:

“A palavra ‘companhia’ é sempre pronunciada ‘companía’, como se o H não existisse; aliás, quem adora dizer isso é o seu amigo Lucas Mendes quando se despede dos telespectadores do Manhattan Connection e agradece a nossa ‘companía’.”

Marilene Caldas, professora carioca que ‘morre de paixão pelo Fluminense’, garante: “Esses chamados ‘profissionais da imprensa’ não entendem nada de futebol, enrolam o torcedor em falações sem fim, e, quando a gente faz as contas, percebe que não disseram nada aproveitável.”

E quase todos os leitores/colaboradores da semana execraram narradores/comentaristas/repórteres por enfiarem os Estados Unidos num horroroso singular. Virou hábito, digamos, analfabetístico, dizer “o Estados Unidos”. Então, já que agora é assim, escutamos à exaustão “o Estados Unidos foi...”, “o Estados Unidos fez...”, e segue o desrespeito pela transmissão afora.

Seleção segue aos trancos e barrancos, mas a língua portuguesa já perdeu a Copa

(*) Paraibano, 71 anos de idade e 52 de profissão, é jornalista, escritor e torcedor do Vasco. Trabalhou, entre outros, no Correio de Minas, Última Hora, Jornal do Brasil, Pais&Filhos, Jornal da Tarde, Istoé, Veja, Placar, Elle. E foi editor-chefe do Fantástico. Criou os prêmios Líbero Badaró e Claudio Abramo. Também escreveu nove livros (dos quais três romances) e o mais recente é a seleção de crônicas intitulada “Carta a Uma Paixão Definitiva”.

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