Cassilândia, Segunda-feira, 03 de Agosto de 2020

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04/07/2020 14:15

Secretário descarta seguir protocolos do Ministério da Saúde para casos iniciais

Uso de medicamentos como cloroquina e ivermectina em pacientes com sintomas brandos carece de evidências científicas, diz Geraldo Resende

Humberto Marques, Midiamax
Secretário descarta seguir protocolos do Ministério da Saúde para casos iniciais

Protocolos adotados pelo Ministério da Saúde para o tratamento do novo coronavírus –que incluem o uso da ivermectina e da cloroquina (ou hidroxicloroquina) associada ao antibiótico azitromicina– em casos iniciais não serão adotados em Mato Grosso do Sul. A afirmação partiu do secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende(foto), ao destacar que faltam evidências científicas sobre a efetividade dos medicamentos para o uso contra a Covid-19.

“Dos medicamentos que estão à disposição da população, encaminhados pelo Ministério da Saúde, nós não vamos fazer protocolo nenhum no Estado, mesmo porque não há evidências cientificas [sobre a efetividade do uso]”, afirmou Geraldo, durante live neste sábado (4) que atualizou para quase 10 mil o total de casos de Covid-19 no Estado, com 114 óbitos. “O Governo do Estado vai se guiar pela ciência”, prosseguiu.

Apesar disso, o secretário informou que os remédios estão à disposição de quem desejar os utilizar, mediante prescrição médica. “E aqueles outros [medicamentos] que falam vez por outra, que uma ou outra pessoa entende que pode ser a ‘pílula milagrosa’ no combate à Covid, o médico vai prescrever se entender ser importante. Fica à responsabilidade do médico assistente”, prosseguiu.

 

Geraldo Resende salientou que não existe hoje nenhum remédio que seja indicado para combater o coronavírus –apesar de várias pesquisas indicarem diferentes substâncias, nenhuma delas foi finalizada, tendo comprovação cientifica.

“O único medicamento para a Covid é o isolamento social, que vai retardar o avanço da doença. Há uma politização muito grande da doença no país, até sobre como enfrenta-la, mas queremos ficar longe desse processo porque construímos unidade entre Governo do Estado e municípios”, afirmou, torcendo para que iniciativa semelhante seja costurada pelo Governo Federal.

Medicamento mais recente adotado como protocolo, a ivermectina já está em falta em farmácias de Campo Grande. Ela foi associada à cloroquina e outros fármacos por médicos em cidades como Belém (PA) e Porto Feliz (SP), que sustentaram haver resultados positivos na sua administração em pacientes.

Por outro lado, embora tenha respaldo de entidades médicas, o uso da cloroquina vem sendo desestimulado pelo mundo pela falta de comprovações de sua eficácia, apesar de entidades brasileiras como o Conselho Regional de Medicina de Campo Grande garantir que há autonomia para os médicos que desejarem a administrar.

Governo do Estado confirma abertura de novos leitos de UTI

Relatando ter feito visita recente a Costa Rica onde, em curto tempo, disse que a Secretaria Municipal de Saúde instalou “em tempo recorde” 10 leitos para atender a população da região norte do Estado, Geraldo Resende anunciou também avanços na abertura de mais vagas de terapia intensiva pelo interior.

Conforme o secretário, a implantação de 10 vagas de UTI em Naviraí está avançando, a fim de atender moradores do Conesul e evitar que busquem atendimento em Dourados –onde os serviços já estão escassos.

O titular da SES também informou eu já entregou ao Hospital Marechal Rondon, em Jardim, equipamentos para a instalação de mais 6 leitos, os primeiros do Sudoeste do Estado. Lá, a abertura de vagas gerou polêmica com o prefeito Guilherme Monteiro (PSDB), que afirmou ser baixa a diária de R$ 1,8 mil por leito, a ser paga pelo SUS, e cobrou respaldo do Estado no custeio.

“Daqui a alguns dias vamos celebrar convênio com o Hospital Marechal Rondon para encaminhar os recursos, muito importantes, para fazer todo o mobiliário e equipamentos que o hospital necessita, já que ampliamos, através da SES, novas alas no hospital que possibilitem, logicamente, atendimento mais adequado não só para a população de Jardim, mas de todo o Sudoeste”.

Geraldo reiterou que aguarda montagem, por parte do município, das equipes que operarão as UTIS para encaminhar a habilitação dos leitos junto ao Ministério da Saúde.

Da mesma forma, ele admitiu atraso na habilitação de 5 leitos em Coxim. “Encaminhamos há mais de 2 meses equipamentos para o Hospital Regional de Coxim e esperamos que os pacientes daquela região, o norte de Mato Grosso do Sul, não sejam encaminhados a Campo Grande”, afirmou. Segundo Geraldo, enquanto o Ministério da Saúde não se posicionar, “o Estado vai assumir os recursos que não forem encaminhados antes da habilitação”.

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