Cassilândia, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

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06/09/2010 18:06

São Paulo: Entrevista com Rogério Ceni

Kaue Freitas, site oficial do SPFC

Rogério Ceni tem 37 anos, sendo 20 dedicados ao São Paulo. Neste período, o camisa 1 do Tricolor concedeu diversas entrevistas, coletivas... Perguntas não faltaram ao goleiro. No vigésimo aniversário do capitão no clube, o Site Oficial preparou uma entrevista diferente para Rogério. Funcionários do CT da Barra Funda, que acompanham ainda mais de perto o dia a dia do goleiro, formularam perguntas que foram respondidas por ele.

Profissionais de diferentes áreas do São Paulo participaram da homenagem. Quem nunca teve vontade de fazer uma pergunta a um dos principais ídolos da história do clube? Pois é, na véspera de completar 20 anos de Tricolor, Rogério Ceni encarou esta entrevista inusitada. Como não poderia ser diferente, o são-paulino mostrou o motivo de tanta idolatria no clube.

Em 20 anos de São Paulo, além de títulos e conquistas pessoais, Rogério Ceni construiu uma grande amizade com diversas pessoas no clube. Um ídolo que age como se fosse um garoto de 18 anos que acabou de subir para o profissional. Por estas e outras que cada dia mais ele é querido dentro do Tricolor.

Lembrando que esta entrevista com Rogério Ceni abre uma série de homenagens feitas pelo Site Oficial. Não deixe de conferir o restante da semana. Nesta terça-feira, o responsável por trazer o goleiro ao São Paulo. Até o fim da semana, nossa reportagem ainda irá trazer histórias muito legais e interessantes do nosso goleiro.

Antônio Carlos - Segurança: Ao longo destes 20 anos, você deu muitas alegrias ao torcedor são-paulino. Quando você parar, quais são os seus planos? Virar técnico, diretor, presidente...?

ROGÉRIO: Ainda está um pouco cedo para pensar nisso, pois tenho mais dois anos de contrato. Não consegui traçar uma meta definitiva, uma coisa fixa. Mas técnico acredito que seja difícil. Presidente é um pequeno espaço de tempo que você está liderando o clube. Espero poder retribuir de alguma maneira todo o carinho que o clube me deu ao longo destas duas décadas. Que isso seja feito de uma maneira que eu me sinta bem e não ocupando um espaço que eu não tenha condições.

Dona Adelzira - Limpeza: Como que você faz para manter depois de tanto tempo a mesma dedicação e profissionalismo aqui no clube? Para mim, você sempre vem treinar como se fosse sua primeira vez.

ROGÉRIO: É uma observação interessante. Ainda tenho muita vontade de treinar. Fazer este caminho da minha casa até o CT. Tenho vontade de jogar, de ganhar... Não me conformo com a derrota. O ambiente de trabalho aqui no São Paulo também facilita. As pessoas me recebem muito bem. Tem gente aqui que eu conheço há 20 anos, desde o meu primeiro treino. A estrutura e as pessoas, independente da função, me deixam bem tranquilo.

Vanderlei - Administração: Rogério, você foi o grande goleiro da história do São Paulo. Mas você pensou um dia em jogar em outra posição? E quando você parar, em qual posição você vai jogar nas peladas de fim de ano com os amigos?

ROGERIO: Depois que comecei a jogar no gol, nunca pensei em outra posição. Antes disso sim. Gostava de jogar na linha, mas meu pai me disse que eu teria de fazer uma escolha. Aí comecei a jogar no gol. Não sei se vou jogar muitas peladas depois que parar. Vou me dedicar mais ao tênis, um esporte individual. Mas se eu for jogar será na linha, jamais no gol (risos).

Almir - Massagista: Esta sua forte identificação com o São Paulo foi determinante para você permanecer por tanto tempo e não querer fazer uma carreira no exterior?

ROGÉRIO: Cada dia aqui no São Paulo foi fortalecendo este elo. Cada dia foi mais apaixonante viver aqui. Sou mais apaixonado por este clube do que era há dez anos. Essa convivência diária aumenta esta paixão e amor que eu sinto por vestir a camisa do São Paulo.

Cícero - Roupeiro: Depois de 20 anos de conquistas, você olha para o passado e vê qual foi o momento mais difícil nesta caminhada?

ROGÉRIO: A vida trás a cada dia, cada ano, momentos que você encontra muitas dificuldades. Meu começo foi difícil. Saí de casa, aos 17 anos, e fui morar sozinho. Aquela época era diferente. Não tinha dinheiro para fazer nada. Mas isso foi sendo superado. Essa última lesão também foi um momento difícil. Mas nada que ultrapassasse as coisas boas. Dificuldades todo mundo tempo, mas nenhuma foi maior do que as alegrias que eu tive aqui.

Richarlyson - Jogador: Como um jogador com 20 anos de clube acha e busca motivação para conquistar títulos, mesmo sabendo que a carreira está chegando ao fim?

ROGÉRIO: A motivação está dentro de cada um, independente da idade. Isso vai da personalidade da pessoa. Os caras que jogam comigo, a vontade que eles têm em campo. O Richarlyson é um exemplo disso. Isso me deixa motivado. Também quando o torcedor vai ao Morumbi, lota o estádio. Eu tenho este jeito de querer estar sempre vencendo e nunca aceitar a derrota. Colocar os caras que trabalham comigo sempre pra cima. Foi o jeito que eu fui criado.

Alê - Fisioterapeuta: Rogério, qual a sensação de voltar a jogar em alto nível após a série lesão que você teve no tornozelo esquerdo?

ROGÉRIO: Essa é uma das coisas que eu mais dou valor. Quando voltei de lesão, começando a treinar no campo, eu ainda sentia muitas dores. O pessoal do REFFIS me falou que eu iria me sentir melhor após um ano da cirurgia. Que ficaria mais confiante. Fiz de tudo para voltar o mais rápido possível e hoje me sinto muito melhor do que no ano passado. O modo como foi encarado a lesão, o tratamento, minha dedicação, a boa vontade do pessoal aqui do REFFIS... Tudo isso foi fundamental para que eu pudesse voltar a jogar em alto nível.

Haroldo - Preparador de goleiros: Rogério, em quem você se espelhou e ainda se espelha para se manter este profissional dedicado no São Paulo após 20 anos de clube? É algum familiar? Algum ex-jogador?

ROGÉRIO: Cada dia que passa você tem de estar pronto para trabalhar novamente. Cada dia começar do zero. Eu me espelho em muita gente que trabalha aqui dentro. E uma dessas pessoas é o Haroldo. A forma com que ele dá o treinamento, que se sujeita a fazer os trabalhos diferentes comigo. Talvez eu não conseguisse com outro preparador de goleiros. A paciência que ele teve durante todo este tempo. Me espelho nas pessoas vencedoras, que atingiram o ponto alto na carreira. Leio livros de pessoas como o Michael Jordan, Ayrton Senna, Roger Federer. Procuro me informar e ver o que eles fizeram para ficar no topo por tanto tempo.

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