Cassilândia, Sexta-feira, 19 de Abril de 2019

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13/04/2019 09:00

São Martinho I

Redação

São Martinho nasceu em Tódi, Itália, e foi diácono na Igreja de Roma. Após a morte do Papa Teodoro, ocorrida em maio de 649, São Martinho foi eleito Papa. Viveu num tempo de grandes dificuldades para a Igreja, vez que o poder civil, exercido pelo imperador Constante II, não abria mão de influenciar o poder religioso. Mas tão logo assumiu o pontificado, São Martinho demonstrou que pretendia governar a Igreja com mão firme. Uma das suas primeiras atitudes foi não pedir nem aguardar a aprovação do Imperador Constante II à sua eleição. Em seguida, ele convocou os bispos do Ocidente para um Concílio na basílica de São João de Latrão, a fim de dar combate à heresia monofisista, defendida em documento recente pelo Imperador, afirmando que em Jesus Cristo só havia uma natureza. Essas atitudes causaram grande irritação na corte bizantina, e o imperador decretou sua prisão. Diz a tradição que Olímpio, o delegado incumbido de cumprir a missão, resolveu alterar os planos e encarregou um de seus comandados de assassinar o Papa durante a celebração da missa na basílica de Santa Maria Maior. Contam que no momento de receber a hóstia, ao puxar o punhal, o assassino foi acometido por uma cegueira total. Diante do fato, Olímpio mudou de atitude e reconciliou-se com o Papa. O Imperador, contudo, não desistiu de seu intento. Enviou um novo delegado para prender São Martinho, acusando-o de se ter apossado ilegalmente do cargo de pontífice e de haver se unido a Olímpio para tramar contra o governo de Constantinopla. São Martinho foi preso e levado para Constantinopla onde ficou três meses numa prisão secreta. Foi submetido a um longo e penoso processo, passou por grandes humilhações, foi deixado exposto aos rigores do frio, nu em praça pública e por fim trancado numa cela reservada aos condenados à morte. Aí, mesmo doente e fraco, escreveu um memorial dirigido aos seus fiéis. Por fim foi enviado para o exílio, na Criméia. Sofreu fome entre os bárbaros que habitavam a região e morreu no dia 13 de abril de 656.

Felizmente hoje, como no passado, ainda encontramos pessoas parecidas com São Martinho que não se dobram ante o autoritarismo do poder constituído e, mesmo com risco de vida, defendem suas convicções e permanecem fiéis à sua fé. São pessoas assim que não se vendem por um cargo, mas honram o cargo que ocupam, que lutam pelo Direito e pela Justiça e fazem o Reino de Deus acontecer na História.

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