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12/06/2004 08:57

Rotas devem incrementar turismo no pantanal

O Sebrae/MS e a APPAN (Associação das Pousadas Pantaneiras) lançam no próximo dia 15 de junho as Rotas turísticas Pantaneira e do Correntoso e o Guia Turístico da Serra da Bodoquena, que inclui os municípios de Bonito, Bodoquena, Jardim e Miranda. Os produtos fazem parte do Projeto do Sebrae/MS de Desenvolvimento do Turismo Rural de Mato Grosso do Sul.

De acordo com Márcia Rocha, consultora e responsável pelo Projeto de Desenvolvimento do Turismo Rural do Sebrae/MS, o público-alvo do lançamento são as agências operadoras dessa modalidade de turismo no Estado. “As rotas são um produto à disposição do turista, com material de divulgação específico”, diz ela. Márcia ainda informa que o produto não tem precedentes no Mato Grosso do Sul, além do fato de o projeto prever outras rotas futuras. São ao todo nove fazendas que compõe os roteiros de acordo com sua localização e infra-estrutura.

Rota do Correntoso - A Rota do Correntoso, localizada entre a Serra de Maracaju e o Rio Negro, leva esse nome em virtude do rio que integra o roteiro, que começa na Fazenda São Roque, Pousada dos Monteiros. Esse percurso tem como diferencial um turismo que alia ecologia, pesquisa científica e criação bovina a apenas 220km de Campo Grande. O passeio de seis dias inclui três pousadas e os traslados são feitos a cavalo, barco e camionete traçada, o que possibilita conhecer a natureza do lugar e o dia-a-dia dos moradores da região.

A Rota abrange uma área de 39 mil ha e possui os mais variados ecossistemas em um único produto turísticoo. De acordo com Luiz Carlos Ferreira Gomes, presidente da Sodepan (Sociedade de Defesa do Pantanal), conselheiro do Sebrae/MS e proprietário da Fazenda Campo Lourdes, esse é um dos benefícios de se integrar o projeto. A fazenda dele é a segunda a ser visitada dentro da Rota. Outro benefício de integrar para as propriedades é que propicia um período maior de estada do turista na região e maior viabilidade econômica, de acordo com Leonardo Persi, gerente da Fazenda Araraúna, da Uniderp (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal).

A Araraúna, que tem além de infra-estrutura hoteleira, um Centro de Exposições Permanente para Estudos Científicos e um mini-museu da fauna e flora pantaneira, é a terceira fazenda do rota, que se compõem ainda das Fazendas Santa Emília e São João.

Luiz Carlos completa que a variação de ecossistemas alterna região de savana, campina, brejos, cordilheiras, capões, matas ciliares, sempre com grande riqueza de fauna e flora. Ele diz ainda que o objetivo maior desse projeto é envolver a comunidade pantaneira, como forma de valorizar a população local.

Ao turista será oportunizado conhecer a biodiversidade pantaneira, projetos ambientais, manejo do gado e também conhecer os hábitos, costumes e cultura do homem pantaneiro.

Pantaneira – Alexandre Costa Marques é proprietário da Fazenda Bahia Grande, a primeira a ser visitada das cinco que integram a Rota Pantaneira. Conforme Alexandre, o turista poderá conhecer dois “pantanais" distintos, o de Miranda e o de Aquidauana, a região na qual se situa a rota. Assim como Luiz Carlos, Alexandre saliente a riqueza da biodiversidade num único produto turístico como o diferencial do projeto. Gerson Prata, proprietário da Fazenda Santa Inês, tem a mesma opinião. “Mas, cada fazenda tem o seu diferencial”, completa ele.

Da Bahia Grande à Santa Inês, o turista irá em comitiva, conduzindo a boiada, vivenciando o dia-a-dia do peão pantaneiro, esse é o objetivo, disse Gerson, com a diferença de ter conforto ao dormir.

No caso da Rota Pantaneira, as duas primeiras fazendas ficam em regiões altas que não alagam nem no período de cheia, as demais enchem parcialmente. Após o primeiro dia, o turista participará ainda de um segunda comitiva, no terceiro, nos outros serão cavalgadas.

As outras fazendas que compõem essa rota são Fazenda Guapé, Pequi e Olhos D’Água. As Rotas são um dos atrativos entre outros disponíveis nas propriedades que as integram.

Transporte - A Rota do Correntoso diferente da Pantaneira, que se completa em cinco noites e quatro dias, tem uma noite e um dia a mais, e se difere também pela forma de transporte entre as fazendas. Na Pantaneira todo o trajeto é feito a cavalo (exceto 15 km da Rodovia BR 262, de carro), na do Correntoso, a primeira etapa é em veículo automotor, um Toyota, depois, da Fazenda Campo Lourdes à Santa Emília, de barco. Em seguida, a cavalo até à São João, e finalmente o retorno à São Roque de Toyota.





Alcindo Rocha Freitas

Time Comunicação

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