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17/01/2004 08:19

Revisão das cotas de exportação de carnes com a Rússia

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O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, integra a missão brasileira que fará uma nova ofensiva para ampliar a participação dos produtos agropecuários do país no mercado internacional. Acompanhado do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, e de representantes de cadeias produtivas do agronegócio, Rodrigues viaja para a Rússia hoje à noite. Na terça-feira (20/01), ele manterá audiências com autoridades russas. Em pauta, a revisão das cotas de exportação de carnes bovina, suína e de frango do Brasil para a Rússia, o sistema russo de tarifas para importação de açúcar e a agenda da próxima reunião do grupo de trabalho criado pelos dois países para negociar temas agropecuários.

Nos encontros que manterá na tarde de terça-feira com os ministros russos da Agricultura, Alexei V. Gordeev, e de Negócios Estrangeiros, Igor Ivanov, Rodrigues reafirmará a preocupação do governo brasileiro com as cotas de importação de carnes adotadas por aquele país. Pelos critérios estabelecidos pela Rússia, o Brasil terá que disputar com outros fornecedores cotas de exportação de 179,5 mil toneladas para suíno, de 68 mil toneladas para frango e de 68 mil toneladas para bovino. “A decisão russa de fixar cotas é prejudicial ao agronegócio brasileiro e não condiz com o nosso potencial exportador”, afirma o ministro. Por isso, ele vai insistir na necessidade de que a Rússia reveja o seu sistema de cotas de importação para o complexo carnes.

Em 2003, as exportações de suínos do Brasil para a Rússia totalizaram 313,9 mil toneladas, o equivalente a US$ 351,6 milhões, segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) e da Associação Brasileira dos Exportadores de Frango (Abef). “Em abril do ano passado, os russos estabeleceram uma cota total de importação de 450 mil toneladas, sem definição de origem. Ou seja, os fornecedores mais competitivos deveriam ser os maiores exportadores”, lembra. “Neste ano, porém, a Rússia definiu cotas para os Estados Unidos, Europa, Paraguai e para um bloco de outros países (179,5 mil t), no qual o Brasil foi incluído.” Com isso, o Brasil poderá ter grandes prejuízos no mercado russo.

O governo brasileiro quer que a Rússia revise o sistema de cotas por origem para importação de suínos. “Se isso não for possível, então que a Rússia leve em conta que o Brasil é um grande fornecedor de suínos para aquele mercado e estabeleça um volume condizente com a nossa capacidade de exportação.”

De acordo com Martins, aquele país já adotava cotas por origem para importar frango. “Mas no ano passado, os russos decidiram fixar limites para as cotas de cada país, tendo como base de cálculo apenas os anos de 1999, 2000 e 2001”, recorda. Isso também representará uma grande perda para o Brasil, que exportou 201,5 mil toneladas (US$ 126,2 milhões) de frango para a Rússia em 2003.” Para ele, também é preciso rever essa cota. “Até mesmo porque as exportações de 2003, quando o Brasil teve forte presença no mercado russo, não foram incluídas nesse cálculo.”

Durante as audiências com as autoridades russas, Rodrigues também falará sobre a troca do sistema de cotas pelo de tarifas para importação de açúcar por aquele mercado. O Brasil quer se certificar que o novo modelo de negociação não trará prejuízos ao comércio de açúcar. A Rússia importa entre 4 e 6 milhões de toneladas/ano do produto. Além disso, o ministro tentará definir a pauta do primeiro encontro do grupo de trabalho agrícola Brasil-Rússia, criado no ano passado.

O ministro negociará ainda a definição de critérios para habilitação de frigoríficos e requisitos sanitários para os certificados que acompanham a exportação. “Também trataremos da abertura do mercado russo para mel, sucos e especiarias”, acrescentou. “Nossa intenção é criar condições para promover uma maior aproximação entre os exportadores brasileiros de diferentes setores e os importadores russos, para intensificar os negócios entre eles”, disse Rodrigues, ao explicar o objetivo geral da missão à Rússia.

Os russos também têm interesses comerciais em relação ao Brasil. Entre eles, o estabelecimento de parcerias e transferência de tecnologia para a produção e utilização do álcool como aditivo para a gasolina.

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