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16/10/2008 06:18

Reunião decide hoje rumo da greve dos bancários

Adriana Brendler/ABr

Brasília - Pela primeira vez desde o início da greve dos bancários, no dia 1º de outubro, representantes da categoria e dos bancos vão sentar à mesa de negociação. O encontro ocorrerá hoje de manhã (16) na capital paulista.

A reunião que reabre as negociações entre patrões e empregados e pode pôr fim à greve é resultado de uma proposta de conciliação apresentada ontem (14) pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. Segundo os trabalhadores, o movimento atinge cerca de 5,2 mil agências bancárias em todo o país.

Embora a proposta do TRT envolva somente um dissídio entre à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e sindicatos de bancários de São Paulo e do Mato Grosso do Sul, a reunião de amanhã vai definir o rumo da greve em todo o país, já que a negociação da categoria é unificada. A informação é de Wagner Freitas, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e do Comando Nacional dos Bancários.

“Como a nossa negociação é nacional, a discussão de amanhã é para São Paulo e para mais 147 sindicatos do país", disse o sindicalista;


Segundo Freitas, a expectativa é que os bancos levem para o encontro uma proposta mais favorável que a primeira apresentada no dia 24 de setembro e rejeitada pelos bancários. Em entrevista à Agência Brasil, ele descartou a possibilidade de suspender a greve para dar continuidade às negociações.

“Se a Fenaban quer que a greve acabe amanhã, vá à negociação com uma proposta que contemple nossas reivindicações e nós a levaremos à apreciação das assembléias. Se as assembléias acatarem a proposta, a greve acaba por essa aceitação; senão acatarem, a greve continua”, afirmou.

Ele esclareceu que a possibilidade de suspensão de greve está sendo avaliada apenas pelos Sindicato de São Paulo e do Mato Grosso do Sul, já que é um dos itens da proposta de conciliação do TRT, que deve ser aceita ou não por eles até a próxima sexta-feira (17).

“Não há orientação do Comando Nacional para que as assembléias de amanhã analisem suspensão ou não de greve já que esse é um problema restrito à base de São Paulo. Hoje o que temos da avaliação e de orientação é de continuidade da greve”

Além da diferença de cinco pontos percentuais entre o índice de reajuste de salário reivindicado pelos trabalhadores (12,5%) e o oferecido pelos patrões (7,5%), os outros dois principais pontos que emperram as negociações são alteração no pagamento dos benefícios auxílio-creche e vale-transporte, conforme apontaram hoje representantes de bancários e banqueiros durante audiência pública promovida na Procuradoria Geral do Trabalho, em Brasília.

Segundo Eduardo Araújo, diretor do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, a proposta da Fenaban traz perdas para os trabalhadores já que reduz de sete para seis anos a idade que dá direito para o pagamento do auxílio-creche e aumenta 4% para 6% o limite de desconto do vale-transporte.


De acordo com os representantes dos bancos, as mudanças atendem a alterações na legislação vigente no país, que precisa ser cumprida bancos, já que efetuar pagamento além do previsto legalmente seria uma forma de desconfigurar os benefícios e os valores pagos com esse título seriam na verdade inclusos como salário.


O principal questionamento do procurador do Trabalho Valdir Pereira da Silva, da 10ª Região, que convocou a audiência em Brasília, foi o motivo pelo qual as negociações não avançaram depois de 16 dias de greve nos bancos do Distrito Federal. “Já são duas semanas e as coisas não andaram um centímetro sequer. O tempo foi suficiente e nós somos defensores da sociedade e não podemos ficar observando um belo dia eles resolverem esse problema. É um problema social e não só entre as partes”.

Para os sindicalistas o impasse continua porque os patrões não apresentaram nenhuma outra proposta depois que a anterior foi rejeitada. Já a Fenaban argumentou que o diálogo foi interrompido porque os bancários entraram em greve.

Para a imprensa, o procurador destacou que o movimento de greve não é justificativa para interrupção das negociações. “O direito de greve é constitucional e legal dentro de certos parâmetros. Então, o fato de se deflagrar uma greve, dentro dos parâmetros legais, evidentemente que não é motivo para evitar a negociação. Ao contrário. É um motivo para a negociação ser mais apressada. Ou seja, eles foram obrigados a se utilizarem de um meio de pressão previsto na Constituição”, ressaltou Silva.


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