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31/12/2005 08:42

Retrospectiva: os fatos que marcaram o Estado em 2005

Maristela Brunetto / Campo Grande News
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A morte de crianças indígenas por desnutrição denunciada em janeiro e a confirmação de focos de febre aftosa no sul do estado foram assuntos que renderam uma exposição de Mato Grosso do Sul na imprensa nacional e até internacional neste ano. O primeiro fato só foi contornado meses após, depois que o governo federal fez um mutirão para atender os índios, investindo mais em saúde, saneamento e alimentação nas aldeias da região da Grande Dourados.

Já a febre aftosa ainda gera conseqüências. Estima-se que os prejuízos a MS cheguem a R$ 50 milhões. Foram abatidos 27 mil animais. O estado terá longo caminho até concluir medidas sanitárias, restabelecer mercados e readquirir a condição de maior exportador do País.

2005 foi também o ano em que a Polícia Federal apertou o cerco à sonegação e ao contrabando, investigando grupos empresariais, como a Tec Mac, o Margen, a Casa China, a empresa RDM, família Balan, esta com apreensão de produtos somando cerca de R$ 10 milhões. Também houve a condenação a 20 anos de prisão do empresário Fahd Jamil por envolvimento com o tráfico. Ele está foragido.

Foi ainda um ano de perda de personalidades. O estado se despediu de uma de suas maiores expressões, a violeira Helena Meirelles. Ela morreu em 29 de setembro, aos 81 anos, de parada cardio-respiratória. Também partiram o cantor e compositor José Boaventura, de 49 anos, que tocava blues, em abril, e a educadora Oliva Enciso, que também atuou na política.

Em janeiro, a imagem de crianças debilitadas pela desnutrição circulou no País e no exterior. Os olhos se voltaram para a miséria dos índios. Duas investigações foram feitas no Legislativo (Câmara Federal e Assembléia) e apontaram a ausência do poder público na assistência. A intervenção na Santa Casa, decretada pelo prefeito Nelson Trad Filho, foi outro tema de destaque. Ao longo do ano, a crise no hospital refletiu em toda a saúde pública.

A quebra na safra motivada pela estiagem foi destaque em fevereiro. O governo federal reconheceu a situação de emergência em 34 cidades do Estado. Foi também o mês em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou Campo Grande e Sidrolândia, para inaugurar iluminação em assentamento e falar de infra-estrutura. Também em fevereiro, Trad Filho anunciou o fim do passeio livre, alegando violência e aproveitando a extinção da gratuidade para adiar o reajuste da tarifa do transporte coletivo.

Em março, a classe ruralista se uniu e após reunião da Confederação Nacional da Agricultura denunciou sete frigoríficos por formação de cartel para reduzir preço dos bovinos. Em crise, Santa Casa parou transplantes.

Abril foi o mês em que familiares de militares fizeram panelaço no centro de Campo Grande cobrando reajuste salarial pela União. Hospital Universitário restringiu atendimentos e em meio à crise na saúde, um rapaz baleado chegou a ser atendido em uma ambulância.

Em maio, um campo-grandense foi personagem de um avanço expressivo na ciência. Ramão Torres Martins, 49 anos, recebeu células-tronco e graças ao tratamento não teve a perna amputada em decorrência de trombose. Outra boa notícia neste mês foi uma pesquisa do Supremo Tribunal Federal destacando a qualidade dos serviços da Justiça e Defensoria Pública de MS. Por outro lado, nove morreram em acidente com ônibus na região de Amambai.

O senador Delcídio do Amaral (PT) foi eleito em junho para presidir a CPI dos Correios, para investigar denúncias de corrupção envolvendo o governo federal e aliados, e ganhou expressiva projeção nacional. No outro lado da história, outro sul-mato-grossense, Maurício Marinho, funcionário dos Correios, de Aquidauana, filmado recebendo propina.

Também em junho aconteceu em Campo Grande duplo homicídio até hoje não esclarecido: o assassinado dos jovens Murilo Alcalde e Eliane Ortiz, encontrados no Motel Chega Mais. Ela trabalhava como garota de programa na boate Mariza’s American Bar. A Polícia Civil concluiu o caso sem desvendar o crime e agora o Ministério Público toca a investigação.

Em agosto, ambientalistas intensificaram atos contra a decisão do governo de tentar mudar lei e permitir usinas de álcool em cidades peripantaneiras. A queda de um helicóptero causou a morte de quatro pessoas que faziam um vôo panorâmico em Rio Verde. Ainda em agosto, o público que foi ao Autódromo Internacional de Campo Grande presenciou o mais grave acidente da Fórmula Truck, envolvendo 19 caminhões, ferindo três pilotos e causando prejuízos de R$ 4,5 milhões.

O governador Zeca do PT e Delcídio trocaram farpas e se mantiveram afastados em setembro diante da disputa interna no partido para eleição dos diretórios e o breve “namoro” do senador com tucanos. Depois de anos de expectativa, governo brasileiro desiste de verba externa para Programa Pantanal, que deverá ganhar um formato mais “pé no chão”.

São confirmados focos de aftosa no Estado, primeiro na fazenda Vezozzo, em Eldorado, depois em outras propriedades na região sul. A constatação fechou mercados consumidores e teve impacto em vários setores da economia, como de hortifrutícolas, frigoríficos e produção de leite.

Novembro foi marcado por uma cena que ganhou projeção nacional. O ambientalista Francisco Anselmo de Barros, Francelmo como era conhecido, ateou fogo ao corpo em protesto ao projeto das usinas de álcool na Bacia do Alto Paraguai A morte dele, no dia 13, foi determinante para a idéia ser engavetada pela Assembléia.

Dezembro começou com chuva em Campo Grande, a ponto de 1.050 pessoas ficarem desabrigadas e a prefeitura decretar emergência. Houve prejuízos em vários pontos da cidade. Já neste final de ano, ficou evidenciada crise financeira do governo, que pagou 13º salário com atraso e baixou série de medidas para reduzir custeio. A prefeitura anunciou a prorrogação da intervenção na Santa Casa por mais um ano, e na região de fronteira, a morte do índio Dorvalino Rocha, em Antônio João, por segurança de fazenda, evidenciou o clima de disputa pela terra. O estado lidera o ranking no litígio entre fazendeiros e indígenas.

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