Cassilândia, Quinta-feira, 25 de Abril de 2019

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12/12/2018 14:00

Rendimento da agropecuária em MS deve alcançar R$ 31,90 bi em 2018

Correio do Estado

 

Puxado pelo bom desempenho na cultura da soja, atividade de florestas plantadas e pecuária de corte, Mato Grosso do Sul teve crescimento de 11,35% no Valor Bruto de Produção (VBP) deste ano em relação ao ano passado e deve fechar em R$ 31,90 bilhões. No ano passado, o montante havia ficado em R$ 28,65 bilhões. O VBP é um indicador da atividade calculado com base nos volumes produzidos e preços de mercado dos produtos e foi apresentado na manhã de hoje (12) pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), durante coletiva à imprensa. “Mesmo em um ano de bastante dificuldade, Mato Grosso do Sul mantém a pujança no setor agropecuário”, destacou o presidente da instituição, Maurício Saito.

Conforme os números divulgados pela Famasul, do total projetado para o VBP da agropecuária em 2018 para Mato Grosso do Sul, R$ 19,70 bilhões serão gerados pela agricultura e R$ 9,41 bilhões pela agropecuária. Das principais culturas e atividades que compõem o indicador, a soja responde por R$ 11,63 bilhões em rendimento, crescimento de 37,74% em relação a 2017. A silvicultura (florestas plantadas), com participação de R$ 1,22 bilhão, também teve avanço expressivo no comparativo com 2017 (+22,19%). No entanto, as culturas do milho — que neste ano registrou quebra de safra, em função de questões climáticas — e a cana-de-açúcar apresentaram recuos no VBP, no comparativo com o ano passado, respectivamente de -10,19% e -12,36%. Em 2018, a participação do milho safrinha ficará em R$ 3,08 bilhões e a da cana, em R$ 1,22 bilhão.

Em relação à pecuária, o VBP gerado pela atividade com bovinos deve render R$ 7,57 bilhões, aumento de 7,44% em relação a 2017 (R$ 7,04 bilhões). Para aves, o aumento projetado é de 6,64% e o montante deve passar de R$ 1,077 bilhão para R$ 1,148 bilhão. Na pecuária de suínos, a expectativa de crescimento é de 1,42% e o VBP deve fechar 2018 em R$ 558 milhões, frente a R$ 566 milhões no ano anterior. A exceção é a pecuária leiteira, que deve ter retração no VBP de 13,78%, recuando de R$ 273 milhões para R$ 226 milhões.

Produção
Ainda conforme os números apresentados pela Famasul, o Estado deve fechar 2018 com uma produção de soja de 9,6 milhões de toneladas, enquanto a de milho deve alcançar 6,5 milhões de toneladas e a de cana-de-açúcar 46,9 milhões de toneladas.

Em relação à pecuária, a produção de carne bovina está estimada em 836,6 mil toneladas, a de suínos 176,9 mil toneladas e a de aves 410 mil toneladas. Já a produção de leite deve alcançar 190 milhões de litros.

Expectativas
Durante o evento, também foram apresentados dados sobre a evolução da soja e do milho no Estado. Na ocasião, o diretor-executivo da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), Frederico Azevedo, informou que a área plantada de milho no Estado teve crescimento de 8,62% em cinco safras. “Tivemos uma quebra nesta última safra, mas no no passado ela alcançou 9,802 milhões de toneladas. É uma cultura importante e que agrega valor para as cadeias produtivas subsequentes”, enfatizou.

Quanto à safra de soja 2018/2019, o representante da Aprosoja lembrou que o ciclo está no meio do desenvolvimento e “é a primeira vez que o Estado tem uma previsão acima de 10 milhões de toneladas”. “A expectativa é excelente, mas para o produtor o momento é de atenção, com relação à estiagem, por que temos regiões com 15 a 20 dias sem chuvas. Em Chapadão do Sul, tivemos informações de que choveu hoje em alguns pontos, o que ajuda a aliviar essa estiagem. Mas realmente há um ponto de atenção, por causa do veranico”, reconheceu. Em seis safras, conforme dados da Aprosoja-MS, o aumento de área plantada da oleaginosa é de 30,27%.

Na avaliação do presidente da Famasul, existe agora uma questão pontual da safra da soja para o produtor sul-mato-grossense, por conta das condições climáticas, mas a tendência é de otimismo, porque houve aumento no uso de tecnologia e crescimento na área plantada. “Há uma tendência maior de evolução (dos resultados), pela abertura de novas áreas de produção. Mato Grosso do Sul utiliza muito bem áreas antropizadas e há várias áreas consorciadas (entre pecuária e agricultura), com uso de tecnologia. Por isso, há a expectativa de melhorarmos ainda mais o VBP”, explicou Saito.

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