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10/07/2007 19:45

Renan questiona presença de Marisa em Conselho de Ética

Marta Ferreira/Campo Grande News

O senador Renan Calheiros (PMDB/AL) ocupou hoje a tribuna do Senado e, durante debate com o colega Artur Virgílio (PSDB), questionou a presença da senadora Marisa Serrano (PSDB/MS) como relatora do processo aberto contra ele, por quebra de decoro parlamentar, no Conselho de Ética da Casa, em razão das denúncias que teria pago a pensão para a filha que tem com a jornalista Mônica Veloso com dinheiro recebido da construtora Mendes Junior.

Depois de dizer que os senadores que o quiserem tirá-lo do cargo vão ter de “sujar as mãos”, Renan declarou que "se a senadora Marisa Serrano, por quem tenho um grande respeito, não sabe o que é uma petição, que objetiva assegurar direitos, ela talvez não tenha muita condição de representar um partido com a dimensão do PSDB no Conselho de Ética”.

A afirmação de Renan foi relacionada a uma reunião de lideranças de partido, hoje cedo da qual Marisa participou em que foi questionado, a partir de informação da tucana, o fato de Renan ter apresentado via advogados dois requerimentos ao Conselho de Ética.

Marisa teria colocado em dúvida se os requerimentos não deveriam ter sido apresentados pelo próprio Renan. Indagada por jornalistas, a senadora declarou, que já havia que esse tipo de coisa acontecesse e respondeu ao presidente do Senado.

“Não sou advogada, mas não estou no Conselho para discutir filigranas jurídicas”, afirmou, para depois endurecer o tom: “Sei o que é ética e o que é decoro. E o presidente do Senado está sendo acusado de quebra de decoro parlamentar”, afirmou a senadora por Mato Grosso do Sul.

Questionamento Renan Calheiros (PMDB-AL) apresentou hoje ao Conselho de Ética duas representações com quatro questionamentos sobre o processo em andamento contra ele. Por meio de seu advogado, Eduardo Ferrão, ele coloca em dúvida decisão do presidente do colegiado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), de considerar prejudicado relatório de Epitácio Cafeteira (PTB-MA) que pedia o arquivamento do caso.

Questiona ainda a abrangência das investigações, pede anulação da primeira perícia da Polícia Federal em seus documentos alegando que ela foi realizada sem o aval da Mesa Diretora e pede informações sobre perícia da própria Polícia Federal.

“O advogado solicitou que pudéssemos ter representação questionando o arquivamento de Cafeteira, a abrangência das investigações, questionando e pedindo anulação da primeira perícia da Polícia Federal pelos erros, que segundo ele, não foram viabilizados pela Mesa Diretora e também questionando a realização de perícia da Polícia Federal, porque, segundo ele, o conselho não tem esse poder”, contou o senador Renato Casagrande (PSB-ES), um dos relatores do caso, após reunião com o presidente do colegiado e outros dois relatores Almeida Lima (PMDB-SE) e Marisa Serrano (PSDB-MS).

Casagrande afirmou que todos os questionamentos serão respondidos e defendeu a decisão de Quintanilha de considerar prejudicado relatório de Cafeteira. O senador do Maranhão foi o primeiro relator do caso e chegou a apresentar relatório pedindo o arquivamento do caso. O documento não foi votado.

O processo também esteve como relator o senador Wellington Salgado (PMDB-MG), que se afastou em menos de 24 horas do cargo. Depois, o presidente do colegiado, senador Sibá Machado pediu o afastamento. Ao ser eleito, Quintanilha enviou o processo novamente à Mesa Diretora e ao retornar ao colegiado nomeou uma comissão com três relatores para analisar o caso e aprofundar as investigações.

Segundo Casagrande, o Conselho de Ética está esperando questionamentos do P-SOL à Polícia Federal. O partido, que entrou com representação contra o presidente do Senado no Conselho de Ética, tem até hoje para entregá-los ao colegiado.

Os relatores preparam ainda uma lista de documentos que deverão ser pedidos a Renan Calheiros para complementar informações já fornecidas sobre movimentação financeira. Renan está sendo investigado após denúncias de que um funcionário de uma construtora teria pago dívidas pessoais.

In loco - O Conselho de Ética deverá enviar uma equipe de técnicos a Alagoas para solicitar às secretarias estaduais da Fazenda e da Agricultura documentos que permitam à Polícia Federal concluir a perícia na documentação apresentada pelo presidente da Casa sobre seus rendimentos agropecuários. Os consultores vão ainda buscar em Alagoas informações junto à empresas que teriam comprado gado de Renan. (Com informações da Agência Brasil)

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