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23/10/2008 15:28

Relatório vai revelar impacto da crise na produção de MS

Fernanda França - Campo Grande News

O deputado federal Waldemir Moka (PMDB) afirmou há pouco que a Secretaria de Produção do Estado enviará um relatório ao governo Federal, relatando os impactos que a crise internacional estão causando em Mato Grosso do Sul.

Em reunião ontem com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, deputados e secretários de estados produtores discutiram quais os prejuízos e reflexos que a crise pode trazer ao setor produtivo e que tipo de socorro o governo pode oferecer.

Segundo Moka, com os dados em mãos, sobre área plantada e principalmente sobre os recursos necessários para viabilizar a safra, o governo deve anunciar um pacote de emergência para salvar a agricultura nacional.

O maior problema, segundo Moka, é que a maior parte do crédito para a produção é liberada pela iniciativa privada. Como estas empresas captam recursos no mercado externo, um primeiro reflexo é que o crédito está mais caro.

Com o preço dos insumos subindo e o valor das commodities em queda, os produtores estão em sério apuros.

“Temos esse buraco agora para tampar, já que estas empresas estão com dificuldades para emprestar dinheiro para a produção. Sabendo que os produtores estão em dificuldade e que a produtividade pode cair com esta crise, está mais difícil conseguir crédito nessas multinacionais. E é isso que o governo vai tentar resolver”, explicou Moka.

De acordo com Moka, Mato Grosso do Sul tem um agravante: o plantio da soja no Estado começou tardiamente, somente na segunda quinzena de outubro.

“Como a plantação está sendo feita agora, se esse dinheiro não chegar rápido, não vai ser possível para o produtor comprar adubo, calcário e outros produtor necessários para manter a produtividade”, explicou.

Segundo o deputado, outro problema é a demora para este dinheiro chegar na “ponta”, ou seja, na mão do produtor.

“Provavelmente, se este dinheiro não chegar a tempo, não acredito que haja redução na área plantada, mas uma queda na produtividade. Com menos calcário, menos fertilizante, num local onde há potencial para se produzir 50 sacas de grão, por exemplo, o produtor acaba conseguindo fazer de 35 a 40 sacas no hectare”, destacou.

Moka lembrou ainda que os prejuízos no setor produtivo acabam se projetando a outras áreas da economia, como o comércio.

“Mas o governo está se mostrando sensível. Na segunda-feira teremos uma reunião. Não quero passar pessimismo para a economia, querendo ou não isso afeta a todos nós. Vamos esperar e ver o que o governo conseguirá fazer pela agricultura”, finalizou.

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